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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: 97% dos funcionários públicos em greve

Sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - UNTG-CS em Bissau
Sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - UNTG-CS em Bissau UNTG
8 min

As duas principais centrais sindicais guineenses UNTG-CS e CGSI-GB convocaram uma greve de três dias a partir desta terça-feira, para exigir entre outros o pagamento dos salários de Março e Abril e 100 mil Francos CFA de salàrio mínimo, o equivalenbte a 152,52 euros ao câmbio oficial.

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As duas centrais sindicais União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - Central Sindical - UNTG-CS - e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau - CGSI-GB - em Maio de 2018 paralisaram durante três dias, com uma adesão que rondou os 85%, para exigir 50.000 FCFA de salário mínimo - em vez dos 28.000 vigentes - o que lhes foi concedido pelo governo em Agosto.

Desta vez as duas centrais sindicais exigem 100.000 FCFA de salário mínimo, o equivalente a 152,52 euros - o que corresponde à média paga nos países da sub-região e da UEMOA, com os quais o governo guineense pretende igualar a carga fiscal, logo também a tabela salarial dizem os sindicatos. 

Malam Ly Baldé, CGSI-GB

Malam Ly Baldé, secretário-geral da CGSI-GB afirma que nesta terça-feira (7/04), o primeiro dos três dias de greve, a "adesão e " de 97% e que se não fosse o serviço mínimo exigido por lei seria de 100%".

Em causa o "pagamento dos salários de Março e Abril, sendo que alguns funcionários públcos já receberam os de Março, mas nenhum o de Abril", segundo Malam Ly Baldé que denuncia a "arrogância e falta de diálogo do governo de Aristies Gomes, que nega convocar o Orgão de Concertação Social, cujo objectivo é precisamente dirrimir os conflitos laborais".

Desde as eleições legislativas de 10 de Março, ainda não foi nomeado um novo governo, mas as centrais sindicais entendem que devem continuar as suas reivindicações, esperando que o próximo executivo seja mais dialogante.

Se nada evoluir, na próxima quinta-feira (9/04) as duas Centrais Sindicais vão reunir-se para fazer o balanço desta greve e provavelmente enviar ao governo um novo pré-aviso de greve.

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