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Moçambique

Conselho Constitucional de Moçambique confirma vitória da Frelimo

Presidente moçambicano Filipe Nyusi  e a sua esposa, Isaura no voto de 15 de Outubro de 2019. Maputo, Moçambique.
Presidente moçambicano Filipe Nyusi e a sua esposa, Isaura no voto de 15 de Outubro de 2019. Maputo, Moçambique. Roberto PAQUETE / AFP
Texto por: RFI
5 min

O Conselho Constitucional de Moçambique confirmou, esta segunda-feira, a vitória da Frelimo e a reeleição de Filipe Nyusi como Presidente da República nas sextas eleições gerais de Moçambique de 15 de Outubro. Renamo e MDM contestam resultados.

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O Conselho Constitucional proclamou, esta segunda-feira, os resultados das sextas eleições gerais de Moçambique.

Filipe Nyusi reforçado nas Presidenciais

Filipe Nyusi foi confirmado como reeleito, à primeira volta, para um segundo mandato, com 73% dos votos. O candidato da Frelimo, partido no poder desde a independência, foi reeleito com 4.507.549 de votos. Ossufo Momade, líder da Renamo, principal partido da oposição, foi eleito com 1.351.284 votos, ou seja, 21,88 %.

Os resultados foram proclamados por Lúcia Ribeiro, presidente do Conselho Constitucional, numa cerimónia em Maputo.

Em terceiro lugar ficou Daviz Simango, líder do MDM, com 270.615 votos, ou seja, 4,38%. Em quarto lugar ficou Mário Albino, candidato pela AMUSI, com 45.265 votos, o correspondente a 0,74 % dos votos.

Filipe Nyusi e a Frelimo venceram, assim, com maioria absoluta nas três eleições em todos os círculos eleitorais - 11 no país e dois no estrangeiro (África e Resto do Mundo).

Os resultados confirmam o que já tinha sido anunciado em Outubro pela Comissão Nacional de Eleições.

O presidente Filipe Nyusi vê, assim, reforçados os resultados de há cinco anos. Na altura, Nyusi obteve 57,03% dos votos, o seu principal opositor, Afonso Dhlakama, antigo líder da Renamo, recolheu 36,61%, e Daviz Simango, do MDM, 6,36%.

Frelimo reforça maioria no Parlamento e nas províncias

No Parlamento, a Frelimo conseguiu 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, o que significa que reforçou a maioria e vai passar a ter mais de dois terços dos lugares. A Renamo fica com 60 assentos (24%) e o MDM com 6 (2,4%).

A Frelimo consegue, assim, mais 40 deputados que há cinco anos, a Renamo perde 29 e o MDM perde 11.

A Frelimo venceu, ainda, com maioria absoluta cada uma das eleições para as assembleias provinciais, onde os governadores foram eleitos pela primeira vez.

A abstenção foi de 49,26%.

Oposição contesta resultados

Os resultados não foram aceites pelos partidos da oposição. A Renamo e o MDM tinham falado em fraude generalizada. Porém, o Conselho Constitucional rejeitou todos os 18 recursos apresentados e considerou que as irregularidades registadas não afectaram os resultados eleitorais.

Depois do anúncio do Conselho Constitucional, o MDM considerou que os resultados que dão vitória à Frelimo e ao seu candidato são uma "grande rasura" na democracia em Moçambique.

"O que aconteceu em Moçambique foi uma grande rasura no processo do desenvolvimento da democracia no país", disse José de Sousa, deputado do MDM, minutos depois da proclamação de resultados.

A Renamo boicotou a cerimónia.  
 

Oiça aqui a reportagem de Orfeu Lisboa.

Reportagem de Orfeu Lisboa em Maputo

 

 

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