Acesso ao principal conteúdo
Moçambique

Moçambique: Renamo acusa polícia de "empurrar o partido para uma nova guerra"

Logótipo da Renamo, prinipal partido de oposição em Moçambique.
Logótipo da Renamo, prinipal partido de oposição em Moçambique. RENAMO
6 min

A Renamo acusa a polícia de Moçambique de querer "empurrar para a guerra" o principal partido da oposição, após a detenção na quarta-feira de seis militantes suspeitos de envolvimento nos ataques armados no centro do país.

Publicidade

Esta quarta-feira (8/01) foram convocados à sede da Procuradoria Geral da Reapública em Maputo os deputados da Renamo José Manteigas, Ivone Soares, António Muchanga e Manuel Bissopo - que não esteve presente por residir na cidade da Beira - com em pano de fundo o seu alegado envolvimento e financiamento à dissidente Junta Militar da Renamo, o que todos negaram.

Nesse mesmo dia foram detidos em Sofala seis militantes do maior partido de oposição, suspeitos de envolvimento nos ataques que desde Agosto de 2019 causaram 21 mortos no centro de Moçambique.

Esta sexta-feira (10/01) José Manteigas, porta-voz da Renamo acusou a polícia de responsabilisar o seu partido pelos ataques afirmando que esta "é uma vã e inglória tentativa da polícia de pretender empurrar a Renamo para uma nova guerra, porque não vai conseguir, essa não é a nossa agenda e nunca foi a nossa agenda".

José Manteigas, porta-voz da Renamo

A Renamo pretende que o governo crie uma comissão de inquérito independente, para investigar a autoria dos ataques armados e reitera que o partido não tem nada a ver com os mesmos.

José Manteigas denunciou ainda que "há vários episódios de polícias envolvidos em actos macabros, como foi o caso   do assassinato do senhor Anastácio Matavel (observador da sociedade civil morto a tiro em Xai Xai, na província de Gaza em Outubro) e presidente do FONGA em Xai-Xai, cujos criminosos envergavam fardamento da polícia e camisetes do partido Frelimo. Os moçambicanos podem concluir que eles agiram em nome da polícia e do partido Frelimo ?"

As autoridades acusam sistematicamente a Renamo e os guerrilheiros dissidentes da Junta Militar que permanecem no centro do país, sob liderança do major-general Mariano Nhongo, que exige a renúncia do presidente do partido Ossufo Momade e ameaçou efectuar acções de guerrilha e ataques a partir de 15 de Janeiro dia da tomada de posse para o segundo mandato do Presidente Filipe Nyusi.

****************

Presidente Filipe Nyusi exonera ministros eleitos deputados

Com em pano de fundo a tomada de posse dos deputados no parlamento dia 13 de Janeiro, o Presidente Filipe Nyusi exonerou esta quinta-feira (9/01) por despacho seis ministros que foram eleitos deputados.

São eles : o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, o ministro do interior Jaime Basílio Monteiro, a ministra da educação e desenvolvimento humano Conceita Sortane, a sua homóloga da Juventude e desportos Nyeleti Mondlane, a da administração estatal e função pública Carmelita Namashulua e a do trabalho, emprego e segurança social Vitória Diogo

Pelas mesmas razões foram ainda exonerados os governadores de Maputo Raimundo Diomba, do Niassa Francisca Tomás e também Catarina Dimande do cargo de conselheira do Presidente.

Após a tomada de posse na próxima segunda-feira (13/01) os governantes exonerados podem - se quiserem - suspender os seus mandatos no caso de serem nomeados ministros.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.