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Moçambique

Moçambique: Filipe Nyusi toma posse para um segundo mandato

Presidente Filipe Nyusi durante a cerimónia da sua tomade de posse para um segundo mandato, neste 15 de Janeiro em Maputo.
Presidente Filipe Nyusi durante a cerimónia da sua tomade de posse para um segundo mandato, neste 15 de Janeiro em Maputo. Lusa
Texto por: RFI
5 min

Em Moçambique, Filipe Nyusi tomou posse hoje para um segundo mandato como chefe de Estado, na presença de convidados africanos e em que o único Presidente europeu era o Chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa. A oposição, por sua vez, optou por não comparecer na cerimónia de investidura, depois de meses de controvérsia em torno do desfecho das eleições de 15 de Outubro que deram a vitória à Frelimo no poder, um resultado contestado tanto pela Renamo como pelo MDM que apontaram uma série de irregularidades ao processo.

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Hoje, perante convidados nacionais e internacionais, ao ser investido para um segundo e último mandato de cinco anos na chefia do poder no seu país, Filipe Nyusi colocou a promoção da paz e o combate à corrupção entre as suas prioridades. "Continuaremos a combater a corrupção em todas as suas vertentes. Não haverá tréguas na nossa luta contra este mal. Não haverá pequenos e grandes corruptos, tocados ou intocados. Neste exercício de combate à corrupção, nos distanciaremos dos que pretendem substituir a acção institucional da justiça por uma operação de caça às bruxas", garantiu o Presidente moçambicano.

Ao prometer ainda cultivar o espírito da inclusão política e a abertura a outras opiniões, Filipe Nyusi declarou que vai "continuar a defender e promover a paz" e que vai "estimular o diálogo franco e aberto", em nome do diálogo e do compromisso com o interesse nacional, causas que o recém reeleito Presidente promete defender ao longo dos próximos cinco anos.

Referindo-se por outro lado ao fardo da dívida pública herdada por Moçambique na sequência da descoberta em 2016 de um buraco de mais de 2 mil milhões de Dólares resultante de dívidas ocultas contraídas em 2013 durante o mandato do anterior presidente Armando Guebuza à revelia do parlamento, o Presidente Nyusi considerou "inevitável" um diálogo com os credores no intuito de "reforçar a confiança dos parceiros de cooperação e dos mercados financeiros nacionais e internacionais".

Promessas feitas no acto da investidura na praça da independência em Maputo, e no qual o líder do principal partido da oposição, Ossufo Momade, segundo candidato mais votado nas eleições gerais de 15 de Outubro, apesar de convidado, pautou pela ausência.

Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo

 

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