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Moçambique/França

"As Crises de Moçambique" em debate em Paris

Decorreu no IFRI um debate sobre "As Crises deMoçambique".
Decorreu no IFRI um debate sobre "As Crises deMoçambique". IFRI
6 min

Decorreu esta tarde no Instituto Francês de Relações Internacionais em Paris um debate sobre "As Crises de Moçambique". Em destaque esteve a violência em Cabo Delgado, a economia e as eleições gerais de Outubro de 2019.

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No encontro participaram inúmeros investigadores moçambicanos, entre eles, Domingos Manuel do Rosário, docente universitário moçambicano que sublinhou o papel das organizações da sociedade civil na observação eleitoral.

Domingos Manuel do Rosário

Sérgio Chichava, do Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Moçambique apresentou as eleições moçambicanas vistas a partir de Cabo Delgado (norte), onde a violência que afecta a região se reflectiu nas eleições gerais de 2019 com recenseamento incompleto e insuficiente, além de assembleias de voto que não chegaram a abrir no dia de votação.

O conflito que se passa no norte de Moçambique foi, de resto, bem dissecado na capital francesa com Salvador Forquilha, director do Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Moçambique a explicar as origens e motivações dos insurgentes de Cabo Delgado.

Salvador Forquilha

Régio Conrado do pólo de estudos africanos da Universidade de Ciências Políticas de Bordéus (Les Afriques dans le Monde) apontou as falhas de “um estado fragilizado” que contribuíram para a insurgência no norte e sublinhou que a pobreza não pode ser a única justificação para os ataques em Cabo Delgado.

Michel Cahen, também do pólo de estudos africanos da Universidade de Ciências Políticas de Bordéus (Les Afriques dans le Monde) falou da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique. Cahen destacou que “ao contrário de Afonso Dhlakama, com Ossufo Momade, o partido [a Renamo] é mais importante que o seu presidente”, facto que pode ser benéfico a longo prazo para a formação política. Todavia, o investigador sublinha que a Renamo continua a ser um partido civil que “funciona com mentalidade militar”, sempre à espera que alguém dê a ordem.

No campo económico, o debate contou com a colaboração de Mathias de Alencastro do Centro Brasileiro de Análise e Planeamento (Cebrap) que apresentou as diferentes lições a reter da Vale em Tete, Benjamin Aujé do Instituto Francês de Relações Internacionais falou das expectativas sobre a exploração do gás moçambicano e Alex Vines da Chatham House traçou a política externa de Filipe Nyusi para os próximos anos.

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