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Moçambique

Cheias matam duas pessoas no centro de Moçambique

Fotografia panorâmica de Buzi, no centro de Moçambique.
Fotografia panorâmica de Buzi, no centro de Moçambique. Orfeu Lisboa
Texto por: Orfeu Lisboa
4 min

As cheias em Búzi, no centro de Moçambique, mataram duas pessoas no fim-de-semana. De acordo com a secretária de Estado da província de Sofala, 71 mil pessoas foram afectadas pelas inundações que se registam em seis distritos da província.

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Infelizmente temos a confirmação de dois óbitos dos sete desaparecidos que temos como registo”, afirmou a secretária de Estado da província de Sofala, Stela Zeca.

Os corpos de uma adolescente de 16 anos e de uma mulher “já de idade maior” foram encontrados a flutuar no rio Búzi, no centro de Moçambique.

Esperávamos dar assistência a aproximadamente 150 mil pessoas e neste caso estamos com 71 mil pessoas afectadas, o que ainda está dentro do nosso plano de contingência”, referiu a secretária de Estado provincial, referindo que existe capacidade para assegurar a assistência humanitária às vítimas das inundações, ainda que “uma das maiores dificuldades” foi “garantir alguma assistência em locais que estavam isolados porque as pontes estavam submersas”.

Stela Zeca, Secretária de Estado da província de Sofala

As inundações que atingem a província de Sofala desde quarta-feira provocaram a retirada de 70.070 pessoas, o correspondente a 15.755 famílias, para centros de acomodação ou casas de familiares situadas em locais seguros. Para alojar as vítimas das inundações foram criados 30 centros de acomodação.

As cheias na província de Sofala estão a afectar os distritos de Buzi, Nhamatanda, Cheringoma, Gorongosa, Caia e Maríngué.

Mais de mil casas de caniço foram totalmente destruídas e acima de 3.000 parcialmente destruídas pelas cheias, que afectam igualmente 3.255 alunos e 322 professores de 27 escolas.

As intempéries inundaram, pelo menos, 4.565 hectares de campos de cultivo e as autoridades locais consideram que a área afectada chega a 8.000 hectares.

A província de Sofala foi uma das mais fustigadas pelo ciclone Idai, que, em Março de 2019, matou 604 pessoas e afectou cerca de 1,5 milhões de pessoas na região centro.

Cerca de duas semanas depois, o ciclone Kenneth provocou 45 mortos e afectou 250.000 pessoas em Cabo Delgado, província situada no norte do país.

A actual época das chuvas em Moçambique [que dura entre Outubro e Abril] já matou 54 pessoas e afectou cerca de 65 mil, muitas com habitações inundadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

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