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MSF encerra postos médicos e pede acessos seguros em Cabo Delgado

Áudio 05:25
Aldeia da Paz, em Macomia, província de Cabo Delgado. Agosto 2019.
Aldeia da Paz, em Macomia, província de Cabo Delgado. Agosto 2019. MARCO LONGARI / AFP

Milhares de pessoas em fuga, casas destruídas e cuidados de saúde comprometidos em Cabo Delgado, norte de Moçambique. A denúncia é da ong Médicos Sem Fronteiras, que apela à necessidade de um acesso seguro às zonas afectadas.

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Segundo a organização médico-humanitária internacional, a população de Cabo Delgado, província no norte de Moçambique, está em fuga desesperada para salvar a vida devido à violência na região, escondendo-se no mato em redor das povoações, sem abrigos nem alimentos nem água potável nem acesso a cuidados de saúde.

No mais recente ataque, a 28 de Maio em Macomia, um grupo armado incendiou casas, lojas, escolas, edifícios religiosos e governamentais e o Centro de Saúde onde a MSF presta apoio médico foi também gravemente danificado. Quando os insurgentes entraram na cidade, a população fugiu para o mato e para as aldeias vizinhas.

No terreno, a trabalhar no Centro de Saúde Macomia a MSF tinha 27 funcionários, que como a restante população se esconderam no mato.

A ong dá conta do aumento significativo dos ataques desde Março. Diz-se determinada em prestar apoio às populações afetadas, mas reforça que é necessário ter acesso seguro às zonas onde as populações deslocadas pela violência se encontram sem saída, como referiu à RFI Caroline Gaudron Rose, chefe de missão MSF em Moçambique.

Os ataques já levaram a MSF a suspender o apoio médico em Mocimboa de Praia e em Macomia.

 

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