Moçambique

Moçambique volta a contar com transporte marítimo interno de mercadorias

Filipe Nyusi, presidente de Moçambique, consciente dos ganhos na retoma da cabotagem.
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique, consciente dos ganhos na retoma da cabotagem. Miguel Martins/RFI

O Presidente moçambicano Filipe Nyusi procedeu hoje, no porto de Maputo ao relançamento do transporte marítimo interno de mercadorias. Pretende-se com a iniciativa atrair mais investimentos no sector, bem como contribuir para minimizar os custos de bens e serviços bem como de produtos ao consumidor final. Um empreendimento que conta com know how francês.

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Trinta anos depois, a cabotagem marítima volta a funcionar em Moçambique com o relançamento deste serviço, nesta quarta-feira pelo Presidente da República Filipe Nyusi que fala dos objectivos:

"Atrair mais investimentos para a exploração do potencial natural da nossa costa, quer para o transporte de mercadorias, quer para o transporte de passageiros... abrindo uma oferta aos operadores do turismo, pesca, prática desportiva entre outras actividades marítimas."

O presidente da Confederação das associações económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, fala em ganhos.

"Há-de haver redução, como impacto imediato, redução do custo de transportes, e também, por outro lado, dos produtos, e por isso [beneficiar] ao consumidor final".

Dois navios foram alocados para este serviço de cabotagem, um iniciativa do governo com o envolvimento do grupo francês de logística terrestre, fluvial, lacustre e marítima Peschaud et Cie Internacional.

Moçambique passa, assim, a ficar ligado de norte a sul, ao nível dos portos, nomeadamente de Maputo, no sul, a capital, até Afungi, em Cabo Delgado, no norte.

Trata-se do local da construção actualmente do maior investimento privado no continente negro sob liderança da empresa petrolífera francesa Total por forma a explorar o gás natural.

O investimento está orçado em 417 milhões de meticais (5,2 milhões de euros); dois navios com gruas ligarão os dois portos com escala na Cidade da Beira, Nacala, Pemba e Mocímboa da Praia, em ambos os sentidos.

A Sociedade moçambicana de cabotagem é detida pela empresa Peschaud Moçambique, em 75% e pela companhia estatal Transmarítima, em 25%.

Orfeu Lisboa, em Maputo, acompanhou o incremento do projecto.

Correspondência de Moçambique, 10/6/2020

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