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Moçambique

Sentença contra polícias que mataram Anastácio Matavel não satisfaz na sociedade civil em Moçambique

Sentença contra polícias que mataram activista eleitoral Anastácio Matável não corresponde ao julgamento por não terem sido revelados e acusados os mandantes do crime.
Sentença contra polícias que mataram activista eleitoral Anastácio Matável não corresponde ao julgamento por não terem sido revelados e acusados os mandantes do crime. ANTÓNIO SILVA/LUSA
Texto por: Orfeu Lisboa
2 min

O Tribunal Judicial da Província de Gaza, em Moçambique, condenou seis polícias a penas de prisão entre 3 e 24 anos de cadeia pelo seu envolvimento no homicídio, no passado mês de Outubro, poucos dias antes das eleiçoes gerais, do observador eleitoral Anastácio Matavel. Mas esta condenação não satisfaz organizações da sociedade civil. 

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Em Moçambique, a "Sala da paz", organização a que pertencia a vítima, Anastácio Matavel, considera que o caso ainda deve ser esclarecido apesar da condenação proferida pela justiça.

Reagindo ao veredicto pronunciado ontem pelo Tribunal Judicial da Província de Gaza, que condenou seis polícias a penas de prisão entre 3 e 24 anos de cadeia pelo seu envolvimento no homicídio, no passado mês de Outubro, poucos dias antes das eleiçoes gerais, do observador eleitoral Anastácio Matavel, a "Sala da paz", organização a que pertencia a vítima, considera que o caso ainda deve ser esclarecido.

Por seu turno, o Director da organização da sociedade civil, Centro de Desenvolvimento para a Democracia CDD, Adriano Nuvunga, considera que a sentença proferida contra os agentes da Polícia que assassinaram o activista social Anastácio Matável não corresponde ao julgamento por não terem sido revelados e acusados os mandantes do crime.

Adriano Nuvunga, Director da organização da sociedade civil, Centro de Desenvolvimento para a Democracia

Recorde-se que a 4ª secção criminal do Tribunal Judicial da Província de Gaza condenou os assassinos do activista social a penas que variam de três a 24 anos de prisão. O Estado moçambicano saiu ilibado.

 

 

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