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#Moçambique/Cabo Delgado

Alice Mabota: "Deve-se decretar estado de sítio em Cabo Delgado"

Crianças da família de Vicente Tiago que conta 30 pessoas que fugiram dos ataques armados de Muidumbe, Cabo Delgado, e se refugiaram numa pequena casa precária na zona de Chiuba, Cidade de Pemba, 21 de Julho de 2020. É uma de milhares de famílias que carecem de ajuda alimentar na crise humanitária que afecta a província do norte de Moçambique.
Crianças da família de Vicente Tiago que conta 30 pessoas que fugiram dos ataques armados de Muidumbe, Cabo Delgado, e se refugiaram numa pequena casa precária na zona de Chiuba, Cidade de Pemba, 21 de Julho de 2020. É uma de milhares de famílias que carecem de ajuda alimentar na crise humanitária que afecta a província do norte de Moçambique. LUSA - RICARDO FRANCO
Texto por: Orfeu Lisboa
5 min

A antiga presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabota, defende que o governo deve declarar estado de sítio em Cabo Delgado, depois de o ministério do Interior ter declarado que ainda não é necessário.

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A antiga presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabote, considera que o governo moçambicano deve decretar estado de sítio nos distritos afectados pelos ataques terroristas em alguns distritos da província de Cabo Delgado, no extremo norte do país. 

Deve-se decretar o estado de sítio em Cabo Delgado para as pessoas saberem que das tantas às tantas já não andam. Se é uma agressão externa, conforme se diz, desses Al-shababs que recrutam internamente, o que e- perceptível, para que os militares possam trabalhar e devolverem a ordem e tranquilidade”, afirmou.

A antiga presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos falava em entrevista à MediaMais, rádio e televisão privadas moçambicanas, numa reacção à declaração recente do ministro do Interior, Amade Miquidade. Não há e nem estamos próximos de declarar estado de sítio. Estão, neste momento, a desenrolar combates …”, disse o governante. 

Os ataques terroristas em Cabo Delgado provocaram mais de mil mortos e acima de 250 mil deslocados em cerca de três anos. Algumas das acções têm sido reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico.

Entretanto, no último dia de visita a Cabo Delgado, o Presidente deixou recomendacões às autoridades locais para a criacão de condicões para os deslocados.

Oiça aqui a reportagem:

 

Correspondência de Orfeu Lisboa

 

 

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