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#Moçambique/Corrupção

Graça Machel denuncia corrupção em Moçambique

Graça Machel. Joanesburgo. 16 de Julho de 2018.
Graça Machel. Joanesburgo. 16 de Julho de 2018. AFP - MARCO LONGARI
Texto por: Orfeu Lisboa
4 min

Em Moçambique, Graça Machel voltou a denunciar a corrupção e apelou ao executivo para ser mais actuante. A antiga ministra da Educação e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade falava em Maputo, durante um debate sobre o papel da igreja na moralização da sociedade. 

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A activista social moçambicana Graça Machel lamentou, esta sexta-feira, a corrupção em Moçambique e pediu a responsabilização dos culpados.

"Nós já soubemos viver sem corrupção neste país e os poucos que eram corruptos sabiam muito bem que se fossem apanhados haviam de ser apresentados em reuniões públicas que era para mostrar que isto é absolutamente intolerável. Nós devíamos - da mesma maneira que os casos aparecem muitas vezes na imprensa - devíamos ver muitas caras na barra do tribunal e dizer que eles estão a ser julgados porque roubaram ao povo, nomeadamente os fundos públicos que são atribuidos aos diversos departamentos para servir o povo, para chegar às escolas e servir os alunos, ou os fundos que são atribuidos à saúde", afirmou.

Graça Machel

A antiga ministra da Educação e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade falava em Maputo, durante um debate sobre o papel da igreja na moralização da sociedade. 

Graça Machel também criticou a banalização da violência doméstica no país e defendendo uma educação para a igualdade e dignidade humana independentemente do género.

"Não se pode olhar para a violência contra a mulher como algo normal, como tem acontecido na nossa sociedade", disse Graça Machel, sublinhando que "quando morre uma mulher por violência doméstica não pode ser mais um caso que depois passa, tem de se repudiar com todas as forças".

Graça Machel criticou o "silêncio" das igrejas perante o sofrimento das mulheres moçambicanas, assinalando que a autoridade moral destas instituições obriga a uma denúncia e consciencialização sobre a violência doméstica.

Várias instituições têm alertado para um aparente aumento de casos de violência doméstica nos agregados familiares moçambicanos face às regras de confinamento impostas no âmbito do estado de emergência devido à covid-19.

 

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