Moçambique/Justiça

Moçambique: absolvição dos 6 réus indiciados de conspiração contra o Estado

Ataques e destruições nas províncias de Manica e Sofala são atribuidos pelas autoridades à Junta Militar da Renamo, um grupo de dissidentes liderado por Mariano Nhongo.
Ataques e destruições nas províncias de Manica e Sofala são atribuidos pelas autoridades à Junta Militar da Renamo, um grupo de dissidentes liderado por Mariano Nhongo. REUTERS

O Tribunal Judicial de Dondo, na província de Sofala no centro de Moçambique, absolveu por falta de provas, esta terça-feira, 8 de Setembro, os seis réus acusados de conspiração contra o Estado e o financiamento da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, entre eles o ex-deputado da Renamo Sandura Ambrósio. 

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O tribunal judicial distrital de Dondo deu por concluído e encerrado esta terça-feira, 8 de Setembro, o julgamento dos seis reus acusados de conspiração contra o Estado, por recrutarem homens e financiarem a auto-proclamada Junta Militar da Renamo.

Este grupo dissidente do principal partido da oposição em Moçambique é liderado por Mariano Nhongo - próximo do ex-líder Afonso Dhlakama -  é acusado da autoria dos ataques armados contra alvos civis, nas províncias de Manica e Sofala no centro de Moçambique.

A leitura da sentença ditou a absolvição de todos os acusados por falta de provas e entre os visados, volta a estar em liberdade após pouco mais de meio ano detido, o antigo deputado da Renamo, Sandura Ambrósio.

Este desfecho era em parte pouco esperado, mas desde o inicio do julgamento, os advogados de defesa opuseram-se sempre ao Ministério Público, que pedia a condenação exemplar dos arguidos, por entenderem que estava mais do que provado os crimes de que eram acusados.

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