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Moçambique/Violência armada

Moçambique: dois ataques contra autocarros em Sofala atribuidos à Junta Militar da Renamo

Pelo menos 90.000 pessoas encontram-se em campos de acomodação no centro de Moçambique, vítimas das intempéries e dos ataques armados, protagonizados segundo as autoridades pela auto-proclamada Junta Militar dissidente da Renamo.
Pelo menos 90.000 pessoas encontram-se em campos de acomodação no centro de Moçambique, vítimas das intempéries e dos ataques armados, protagonizados segundo as autoridades pela auto-proclamada Junta Militar dissidente da Renamo. AFP/Ferhat Momade
Texto por: Orfeu Lisboa | RFI
4 min

Homens armados protagonizaram na manhã desta quinta-feira, 17 de Setembro, dois novos ataques na estrada nacional N°6, na província de Sofala, provocando sete feridos entre os quais três em estado grave, as autoridades acusam a auto-proclamada Junta Militar, dissidente da Renamo.

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Homens armados dispararam na manhã desta quinta-feira, 17 de Setembro, contra dois autocarros na região da Gorongosa, minutos depois depois de terem deixado a cidade da Beira com destino a cidade de Quelimane.

A emboscada resultou em ferimentos graves e ligeiros em pelo menos sete passageiros, três dos quais deram entrada no hospital provincial de Chimoio, como confirma a directora clinica Dilma Issá.

"Houve a entrada de três pacientes , dois homens e uma mulher, eles estão estáveis e ha um só que esta um pouco mais grave, porque tem uma ferida abdominal e ainda esta em avaliação".

A Polícia da República de Moçambique confirmou os ataques e disse que foram protagonizados por “bandidos armados da Junta Militar da Renamo, liderados por Mariano Nhongo”.

Do ataque temos a registar sete feridos, sendo três em estado grave. Os feridos graves foram transferidos para o Hospital Provincial de Manica. Nos dois autocarros foram registados danos ligeiros”, ou seja, “vidros das janelas quebrados”, explicou Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.

Os dois autocarros da companhias Nagy e City link, ficaram com parte dos vidros quebrados, o primeiro ataque ocorreu por volta das 07h45 e o segundo às 10h00.

A Polícia garantiu que, apesar dos ataques, a circulação de pessoas e bens ao longo da Estrada Nacional número seis (EN6) decorre normalmente.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 17/09/2020

Este é mais um ataque numa zona palco de violência armada e as autoridades atribuem há mais de um ano, a autoria dos ataques à auto-proclamada Junta Militar da Renamo, dirigida pelo general Mariano Nhongo.

Mariano Nhongo por sua vez diz que a sua família está a ser perseguida e acusa as Forças de Desefa e Segurança de quererem assassinar os seus filhos

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