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Moçambique/Armando Guebuza/Dívidas Ocultas

Moçambique/Dívidas Ocultas: ex Presidente Armando Guebuza convocado pela PGR

Le président Armando Guebuza.
Le président Armando Guebuza. Reuters/Grant Lee Neuenburg
Texto por: Orfeu Lisboa | RFI
5 min

O ex-presidente moçambicano Armando Guebuza vai ser ouvido pela PGR no caso das dívidas ocultas, após solicitação feita pelo Ministério Público ao Conselho de Estado, os partidos políticos da oposição, exigem que o antigo estadista esclareca os contornos da divida oculta de 2,2 mil milhões de dólares, contraída a favor das empresas, EMATUM, MAM e ProIndicus.

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O ex-presidente moçambicano Armando Emílio Guebuza vai ser ouvido pela PGR no caso das dívidas ocultas contraídas entre 2013 e 2014, após solicitação feita pelo Ministério Público ao Conselho de Estado.

Armando Guebuza, segundo o semanário Savana, interveio durante a reunião do Conselho de Estado, liderado pelo Presidente Filipe Nyusi, disse que prestaria os "esclarecimentos solicitados" mas que ficava com “desconfiança em relação à constante e desconforme atuação da Procuradoria-Geral da República”.

Já o jornal O País refere que o pedido de esclarecimentos da PGR data de Outubro de 2018, mas o ex Presidente dirimiu com diversas instâncias a sua legalidade.

Na óptica dos partidos políticos da oposição, o antigo estadista deve esclarecer os contornos da divida oculta de 2,2 mil milhões de dólares, contraída a favor das empresas, EMATUM, MAM e ProIndicus,  junto das filiais britânicas dos bancos Crédit Suisse e VTB russo,

O antigo membro do conselho do Estado pela Renamo, António Muchanga, considera que Armando Guebuza que se diz alvo de "uma campanha de tentativa de assassinato politico com recurso ao aparelho judiciário", deve enfrentar a justiça, que ele mesmo construiu e nomeou durante os seus 10 anos de governação, quem semeia ventos colhe tempestades, conclui António Muchanga.

António Muchanga, antigo membro do Conselho de Estado pela Renamo

Justiça britânica vai julgar dívidas ocultas

De recordar que a pedido do Ministério Público de Moçambique, foi aberto um inquérito na Grã-Bretanha sobre as dívidas ocultas e em particular os 622 milhões de dólares a favor da ProIndicus, e o Supremo Tribunal de Londres convocou para serem ouvidos perante a justiça no início de 2021, o ex Presidente Armando Guebuza e o proprietário da Privinvest, o cidadão franco-libanês Iskandar Safa.

Na lista de ‘Terceiros’ figuram o filho mais velho, Armando Ndambi Guebuza, o antigo diretor dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE) Gregório Leão, o antigo director de Inteligência Económica do SISE António Carlos do Rosário, o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang, detido na África do Sul e a ex-diretora nacional do Tesouro de Moçambique Isaltina Lucas.

Com excepção de Armando Guebuza e de Isaltina Lucas, todas as personalidades que o Tribunal Superior de Justiça de Londres pretende ouvir, estão detidos em Moçambique, acusados de envolvimento no escândalo das ‘dívidas ocultas’.

O Crédit Suisse de cuja sede em Londres partiu parte dos empréstimos de 2,2 mil milhões de dólares de dívidas ocultas, admite arrolar o Presidente Filipe Nyusi, ex ministro da defesa de Armando Guebuza. 

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