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Moçambique

Ministra da Administração Estatal de Moçambique tece alerta sobre os deslocados do norte

Vicente Tiago  tem uma família de 30 pessoas que fugiu dos ataques armados de Muidumbe, Cabo Delgado, e que se refugiaram numa pequena casa na zona de Chiuba, Cidade de Pemba, 21 de Julho de 2020.
Vicente Tiago tem uma família de 30 pessoas que fugiu dos ataques armados de Muidumbe, Cabo Delgado, e que se refugiaram numa pequena casa na zona de Chiuba, Cidade de Pemba, 21 de Julho de 2020. LUSA - RICARDO FRANCO
Texto por: Orfeu Lisboa
4 min

A Ministra da Administração Estatal teceu um alerta sobre os momentos difíceis vivenciados pelos mais de 250 mil deslocados causados pelo terrorismo em Cabo Delgado que provocou igualmente a morte de mais de mil pessoas desde o início da violência há 3 anos nesta região do norte de Moçambique.

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A Ministra da Administração Estatal, Ana Comoane, que trabalhou durante a semana na província de Cabo Delgado e onde viveu de perto o drama das famílias deslocadas dos ataques terroristas não tem dúvidas que a situação é complexa e requer do governo a devida atenção e a solidariedade de todos. "Primeiro, os apoios deviam vir e devem vir dos próprios moçambicanos. Aos esforços do governo é preciso juntarem os esforços individuais dos moçambicanos" declarou a governante.

Por outro lado, António Boene, Presidente da Comissão dos assuntos constitucionais, direitos humanos e de legalidade da Assembleia da República, defende a necessidade da criação de condições nas zonas de reassentamento para o processo de ensino e aprendizagem. "É preciso garantir a construção de novas escolas nas zonas de reassentamento de realocação dessas comunidades" referiu António Boene no âmbito da deslocação durante uma semana da sua comissão a Cabo Delgado para avaliar as denúncias de violação dos Direitos Humanos imputadas às forcas de defesa e segurança.  

Precisamente sobre este dossier, o presidente da Renamo, quanto a si, preconizou hoje a criação de uma comissão de inquérito constituída pela sociedade civil moçambicana e pela comunidade internacional liderada pela Amnistia internacional para averiguar o que qualifica de "violações flagrantes dos Direitos Humanos" cometidas um pouco por todo o país pelos terroristas em Cabo Delgado e a autoproclamada junta militar no centro do país assim como pelas forcas de defesa e segurança.

 

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