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Moçambique

Amnistia Internacional denuncia lentidão da justiça moçambicana

Josina Machel sofreu agressão por parte do namorado em 2015 (aqui em foto de arquivo na África do Sul em 2013).
Josina Machel sofreu agressão por parte do namorado em 2015 (aqui em foto de arquivo na África do Sul em 2013). AFP - FILIPPO MONTEFORTE
Texto por: Miguel Martins
4 min

Josina Machel, em Moçambique, continua cinco anos após a agressão que lhe retirou a visão de um dos olhos, à espera da justiça. A defensora de direitos humanos, segundo a ong Amnistia Internacional, tem mesmo recebido ameaças do antigo namorado.

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A 17 de Outubro de 2015 Josina Machel perdeu o olho direito, lembra a Amnistia Internacional na sequência de uma agressão perpetrada pelo namorado da altura.

A filha do primeiro presidente moçambicano e de Graça Machel afirmou ter recebido três murros, "dois no rosto, que a cegaram imediatamente, e um terceiro na parte de trás da cabeça", lê-se no comunicado desta organização não governamental.

Em Junho de 2020 o Tribunal de Recurso tinha, mesmo, revogado a primeira condenação de Rofino Licuco alegando falta de testemunhas oculares para corroborar a agressão.

Josina Machel recorreu para o Tribunal Supremo e aguarda ainda a data da sentença.

A fundadora do movimento Kuhluka, uma ong visando acabar com a violência no género, denuncia as ameaças que tem estado a sofrer da parte do antigo namorado.

Em Agosto os advogados deste homem dado pela AI como tendo "muita influência nas esferas políticas" avisaram Josina Machel que deixasse de fazer qualquer referência ao nome de Rofino Licuco, salienta ainda esta organização não governamental.

Pedro Neto, director executivo da AI em Portugal, esclarece o porquê deste posicionamento denunciando a violência de género e a recusa e a lentidão da justiça moçambicana no caso.

Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional Portugal

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