Moçambique

Sociedade civil pede alargamento de tréguas no centro de Moçambique

Sociedade civil pede alargamento de tréguas no centro de Moçambique
Sociedade civil pede alargamento de tréguas no centro de Moçambique AFP/Ferhat Momade

Organizações da Sociedade civil defendem a necessidade de um diálogo sério e aberto que seja capaz de por fim à violência armada nas províncias de Manica e Sofala. O conflito já fez mais de mil vítimas em Moçambique.

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O director do Instituto para a Democracia Multipartidária reconhece que o período de trégua, de sete dias, não permitiu às partes superarem as divergências.Dércio Alfazema defende que se devia estender o período de trégua, de modo a dar mais tempo às partes para o diálogo e na busca de soluções para o conflito que desestabiliza o centro de Moçambique.

O posicionamento da sociedade civil surge depois do fim do período de tréguas, no domingo, declarado unilateralmente pelo Presidente Filipe Nyusi com o objectivo de aproximar o governo da autoproclamada junta militar da Renamo.

O líder da junta, Mariano Nhongo disse na que estava disposto a encetar diálogo proposto pelo Presidente da República de Moçambique, o grupo tem recusado vários apelos ao diálogo, inclusive patrocinados pelas Nações Unidas e União Europeia, entre outros parceiros.

A Junta Militar da Renamo é um movimento de guerrilheiros dissidentes do principal partido da oposição de Moçambique que contesta o líder eleito no congresso de 2019, Ossufo Momade.

O grupo surgiu em Junho de 2019 e ameaçou pegar nas armas caso não fosse ouvido, sendo desde então o principal suspeito da morte de cerca de 30 pessoas em ataques contra autocarros, aldeias e elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no centro do país.

A Renamo, principal partido da oposição, declarou que "não tem nada a negociar" com a Junta Militar, mas enalteceu a trégua anunciada pelo chefe de Estado, nas acções contra aqueles dissidentes armados.

Com a colaboração de Orfeu Lisboa.

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