Moçambique

MDM apela ao diálogo para resolver a violência em Moçambique

Daviz Simango, Líder do MDM. 13 de Outubro de 2014.
Daviz Simango, Líder do MDM. 13 de Outubro de 2014. GIANLUIGI GUERCIA / AFP

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique [MDM] defende a criação de uma plataforma de diálogo entre o governo e o grupo dissidente da Renamo. Daviz Simango afirma que é urgente que os moçambicanos se unam na luta contra a violência armada protagonizada pela autoproclamada junta militar na Renamo nas províncias de Manica e Sofala, no centro do país.  

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Os moçambicanos devem unir-se na luta contra a violência armada protagonizada pela autoproclamada junta militar na Renamo nas províncias de Manica e Sofala, no centro do país.  O apelo é do Presidente do MDM que defende a criação de uma plataforma de diálogo entre o governo e o grupo dissidente da Renamo.  

Daviz Simango afirma que os impactos da violência no centro do país já se fazem sentir na educação, na saúde e no desenvolvimento da zona centro e reconhece a urgência em se avançar para um diálogo franco e aberto entre o governo e o grupo liderado pelo general Mariano Nhongo.  

Estamos a atrasar a educação na zona centro, estamos a atrasar o desenvolvimento na zona centro, estamos a atrasar a saúde na zona centro. Hoje há refugiados na zona centro, estamos a criar uma cultura de que os da zona centro são vítimas e essa de ser vítima pode vir a levar um pensamento de resistência de geração em geração, vindouras", explicou. 

A Organização Internacional das Migrações estima que existam 7.780 deslocados no centro de Moçambique, em fuga de ataques armados em zonas por onde vagueiam dissidentes da Renamo.

A violência no centro de Moçambique acontece na mesma altura em que o país enfrenta uma crise humanitária no norte, na província de Cabo Delgado, onde uma insurgência armada que dura há três anos já provocou mais de mil mortos e 250.000 deslocados.

O presidente do MDM disse ainda que adesão dos jovens aos grupos terroristas em Cabo Delgado como resultado da falta de emprego aliado aos altos índices de pobreza.  

Na semana passada, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, voltou a pedir aos países da Europa e América apoio humanitário para os deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado. 

 

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