Moçambique

Moçambique quer "aniquilar" autores dos ataques em Cabo Delgado

Mama huyu na mtoto wake wamesimama mbele ya kijiji kimoja, karibu na mji wa Macomia (Cabo Delgado) baada ya shambulio, Agosti 24, 2019.
Mama huyu na mtoto wake wamesimama mbele ya kijiji kimoja, karibu na mji wa Macomia (Cabo Delgado) baada ya shambulio, Agosti 24, 2019. MARCO LONGARI / AFP

O governo moçambicano garantiu hoje que as Forças de Defesa e Segurança estão determinadas em "aniquilar os cabecilhas" dos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

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O ministro da Defesa moçambicano, Jaime Neto, disse esta quarta-feira que as Forças de Defesa e Segurança estão determinadas em "aniquilar os cabecilhas" dos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

"As Forças de Defesa Segurança estão determinadas em perseguir e aniquilar os cabecilhas destes grupos", declarou Jaime Neto.

Na primeira intervenção da sessão desta manhã na Assembleia da República, o primeiro-ministro moçambicano referiu que cerca de 500 mil pessoas já foram obrigadas a fugir dos distritos assolados pela violência armada, tendo-se abrigado noutros pontos de Cabo Delgado e fora da província.

Carlos Agostinho do Rosário, assegurou que a assistência humanitária aos deslocados está a ser providenciada pelas autoridades.

“Criamos centros de acomodação transitórios a partir dos quais os deslocados são encaminhados para as zonas de reassentamento em coordenação com as autoridades locais. Acreditamos que com essas e mais acções estamos a minimizar o sofrimento das pessoas afectadas", explicou.

O chefe do executivo apelou à unidade de todos, salientado que o alcance da paz é a prioridade deste governo.

"Este é um dos momentos da vida dos moçambicanos em que não deve haver espaço para diferenças partidárias, de etnia, raça e tribo, que nos impeçam de lutar e mantermo-nos vigilantes perante a acção dos terroristas", enfatizou.

Carlos Agostinho do Rosário falava na Assembleia da República na sessão de perguntas e respostas entre o executivo e os deputados do parlamento moçambicano.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435 mil deslocados, refugiados, sobretudo, na capital provincial, Pemba.

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