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Moçambique/África do Sul/Covid-19

Moçambique/Covid-19: filas intermináveis na fronteira com a África do Sul

Cerca de 20 kms de fila de automobilistas aguardam desde 4 de janeiro, para atravessar a fronteira de Ressano Garcia com destino à África do Sul, em causa a existência de falsos testes à Covid-19 e o recolher obrigatório imposto na África do Sul.
Cerca de 20 kms de fila de automobilistas aguardam desde 4 de janeiro, para atravessar a fronteira de Ressano Garcia com destino à África do Sul, em causa a existência de falsos testes à Covid-19 e o recolher obrigatório imposto na África do Sul. © DR
Texto por: Orfeu Lisboa
5 min

Mantém-se complicado, congestionado e condicionado o movimento migratório nas fronteiras de Ressano Garcia, Namaacha e Ponta de Ouro, na província de Maputo, com a vizinha África do sul, devido por um lado à rejeição pelas autoridades migratórias sul-africanas de testes rápidos de despiste da Covid-19 efectuados em Moçambique, mas também ao recolher obrigatório imposto na África do Sul a partir das 21 horas, que obriga ao encerramento das fronteiras.

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Moçambique tem um total de 19.667 casos positivos de infecção pela Covid-19, 87% dos quais são dados como recuperados, havendo ainda o registo de 172 mortos, segundo a última atualização.

Entre 14 de dezembro de 2020 e 5 de janeiro de 2021, 133.715 pessoas atravessaram o posto fronteiriço de Ressano Garcia, e o ministério da saúde moçambicano montou brigadas de testagem neste posto fronteiriço, mas, segundo as autoridades, a África do Sul está a rejeitar os testes rápidos feitos do lado moçambicano, sem que haja, até ao momento, alguma justificação.

A directora provincial de saúde de Maputo, Iolanda Santos, reconhece que o problema que está a congestionar as fronteiras com a África do Sul, está também ligado à circulação de testes falsos junto às fronteiras, sendo que do lado sul-africano os testes à Covid-19 são mais baratos do que em Moçambique, mas além disso a África do Sul impôs o recolher obrigatório, que implica o encerramento das fronteiras às 21 horas locais e a sua reabertura às 6 horas.

"...o que nós estamos a fazer é ter uma estratégia de modo a que seja facilmente identificado qual é o teste verdadeiro e qual é o teste falso. Em algum momento cria algum tipo de situações, do outro lado, não confiando assim nos nossos testes por causa de um certo tipo de atitudes". 

Iolanda Santos garante, por isso, que a falsidade terá um tratamento a altura.  

"Nós vamos fazer a verificação muito cautelosa do teste e todas as pessoas que tiverem teste falso, em sua posse serão encaminhadas para o devido tratamento".

A fronteira terrestre de Ressano Garcia, principal ponto de travessia entre Moçambique e África do Sul, está a registar enchentes desde o último domingo, 4 de janeiro, com centenas de pessoas que aguardam por uma oportunidade para seguirem viagem e filas de viaturas que se prolongam por pouco mais de 20 quilómetros há quase uma semana.  

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 7/01/2021

O governo moçambicano iniciou conversações com a África do Sul para tentar resolver esta situação e o ministro moçambicano da saúde, Armindo Tiago, afirmou que a resolução do problema da recusa dos testes rápidos pela África do Sul é doravante da responsabilidade do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

 

 

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