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Moçambique

Moçambique aplica novas restrições contra covid-19 a partir desta Sexta-feira

Filipe Nyusi anunciou esta Quarta-feira novas restrições de luta contra a pandemia que devem entrar em vigor dentro de algumas horas, à meia-noite.
Filipe Nyusi anunciou esta Quarta-feira novas restrições de luta contra a pandemia que devem entrar em vigor dentro de algumas horas, à meia-noite. Tiziana FABI / AFP
Texto por: RFI
4 min

Numa comunicação à nação ontem, o Presidente moçambicano anunciou um agravamento das restrições vigentes no âmbito da luta contra a pandemia de coronavírus. Adoptadas ontem em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, as novas medidas que devem vigorar a partir da meia-noite desta Sexta-feira por 21 dias, abrangem o encerramento de alguns estabelecimentos e espaços culturais bem como uma redução dos horários de funcionamento nos sectores do comércio e restauração.

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«A proporção de camas nos cuidados intensivos é neste momento preocupante (…), a qualquer momento, alguém doente pode não ter onde ser internado. Há muita concorrência nos serviços privados, mas mesmo ali já está a ficar saturado», avisou Filipe Nyusi ao dar conta de um "aumento significativo" de internamentos e mortes nas últimas semanas no país que contabiliza actualmente mais de 200 óbitos e quase 24 mil contaminações.

"Esta nova situação é a mais grave desde que a covid-19 surgiu em Moçambique" e é de uma "gravidade sem paralelo", sublinhou o Chefe de Estado moçambicano ao vincar que os dados são um "sinal gravemente vermelho" que exige medidas.

Ao indicar ontem que está a ser aumentado o número de camas, o Presidente moçambicano apelou ao cumprimento das medidas básicas de prevenção como o uso de máscara de protecção, a desinfecção regular das mãos e o respeito do distanciamento físico.

No rol das medidas a serem aplicadas dentro de algumas horas por um período mínimo de 21 dias renováveis, Filipe Nyusi anunciou que fica reforçada a exigência do teste à covid-19 para quem quiser entrar no país sem excepções.

Fica também reduzido o horário de funcionamento dos comércios que passam a encerrar às 18 horas, sendo que os restaurantes podem fechar mais tarde, até às 20 horas de segunda à sexta-feira, mas mais cedo, às 15 horas durante o fim-de-semana.

Os bares, discotecas, salas de jogos, casinos, bancas de venda de bebidas, cinemas, museus, salas de teatro, galerias ginásios e piscinas públicas encerram novamente as suas portas e o acesso às praias fica doravante vedado, mantendo-se apenas abertos os espaços públicos como calçadões.

O número máximo de participantes em eventos privados ficou reduzido a 30, sendo que em cerimónias de cultos religiosos, o número de pessoas poderá ascender a 50. Já os funerais e velórios não poderão exceder 20 pessoas, 10 no caso de a morte ter sido causada pelo coronavírus.

Este conjunto de medidas foi anunciado numa altura em que a direcção nacional de Assistência Médica dá conta de um agravamento da situação dos doentes que chegam aos hospitais. De acordo com o director nacional desta entidade, Ussene Isse, 68% dos pacientes com covid-19 no país chegam aos hospitais com “grave insuficiência respiratória” e precisam, no mínimo, de 10 dias de tratamento.

Paralelamente, aumentou também a vigilância no país perante o recente surgimento na vizinha África do Sul de uma nova estirpe da covid-19 considerada mais contagiosa. Para travar o seu alastramento, o executivo sul-africano encerrou na passada segunda-feira todas as fronteiras do seu território - incluindo um posto fronteiriço em Moçambique - pelo menos até ao dia 15 de Fevereiro.

 

 

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