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Moçambique: Renamo quer aplicação dos fundos anti-Covid na saúde, emprego e família

Simulação do vírus SARS-COV2 na origem da pandemia da Covid-19, que já matou 283 pessoas em Moçambique e contaminou mais de 30.000.
Simulação do vírus SARS-COV2 na origem da pandemia da Covid-19, que já matou 283 pessoas em Moçambique e contaminou mais de 30.000. © Wikipedia
Texto por: Orfeu Lisboa
4 min

A Renamo exige que o governo aplique com transparência os 300 milhões de dólares recebidos dos parceiros internacionais, destinados ao reforço do sector da saúde com vista a melhor lidar com a pandemia da Covid-19, que já causou 283 mortes e mais de 30.000 infecções em Moçambique.

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A posição do principal partido da oposição em Moçambique surge do facto dos profissionais de saúde se estarem a queixar de falta de meios de trabalho e, numa altura em que se assiste com preocupação, à evolução da pandemia no país.  

Num dia em que Moçambique registou mais 12 óbitos, 829 novas infecções e 52 novos internamentos de pacientes infectados pelo novo coronavírus, a Renamo veio através do seu porta-voz, na cidade de Maputo, Ivan Mazanga, fazer algumas exigências ao governo. 

"...exigir para que o governo leve esses trezentos milhões [de dólares] e os aplique no sector da saúde, aplique no sector familiar, aplique no sector empresarial para que os moçambicanos possam, de facto, poder lidar da melhor das formas com esta pandemia".   

As exigências da Renamo ao governo são feitas numa altura em que os dados referentes ao mês de Janeiro sobre a Covid-19 são assustadores. 

Moçambique registou de 1 a 21 deste primeiro mês do ano, 76 óbitos passando de 167 para um total de 283 vítimas mortais, enquanto o número de internados subiu de 57 para 243.

Em 21 dias, Mocambique registou, 8485 casos activos registando a 20 de janeiro, um total de 10.428 infecções.  

Dados oficiais, divulgados pelo Ministério da Saúde revelam ainda que o país registou nas primeiras três semanas de 2021 - 11.431 casos positivos elevando assim para um cumulativo de 30.225.  

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 21/01/2021

Devido à proximidade e grande mobilidade entre Moçambique a a África do Sul, o paí está fortemente ameaçado pela nova estirpe descoberta nesse país, que não é mais letal, mas muito mais contagiosa. 

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