Moçambique

Covid-19: vigoram novas restrições abrangendo recolher obrigatório em Maputo

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique.
Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique. Tiziana FABI / AFP
Texto por: RFI
4 min

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou nesta quinta-feira novas restrições no âmbito a luta contra a pandemia. Estas novas medidas que entraram em vigor esta sexta-feira à meia-noite e por trinta dias incluem um recolher obrigatório entre as 21 e as 4 horas, na área metropolitana de Maputo, no intuito de responder ao aumento de contaminações e óbitos por covid-19 em Moçambique.

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Já na quarta-feira o Presidente qualificava a situação de «grave». Sem surpresas ontem, numa comunicação à Nação, Filipe Nyusi anunciou um conjunto de 20 medidas para enfrentar a pandemia que vão no sentido de prolongar as restrições já existentes.

Para além do uso obrigatório de mascaras de protecção, estipula-se que todos os comércios funcionam entre as 9 e as 19 horas durante a semana, sendo que devem fechar às 16 horas no domingo. Os restaurantes só funcionam até às 20 horas. Todas reuniões e celebrações, religiosas ou não, ficam proibidas e foram adiadas as aulas presenciais em todos os escalões de ensino.

Neste dispositivo que abrange numerosas outras medidas, sobressai a imposição de um recolher nocturno obrigatório entre as 21 e as 4 horas em Maputo e nos distritos circundantes, Matola, Boane e Marracuene.

"Não fomos muito agressivos", considerou Filipe Nyusi ao referir-se a esta decisão que, a seu ver, "não deve ser entendida como um confinamento total ou 'lockdown', como noutros países, «porque é uma restrição de movimentos que abrange apenas o período da noite", período em que se tem constatado mais incumprimento das recomendações sanitárias, explicou o presidente moçambicano.

Filipe Nyusi, presidente moçambicano, registo da agência Lusa

"É hora de lutarmos pela nossa sobrevivência colectiva", declarou Filipe Nyusi que durante esta comunicação, informou ainda que o país está a mobilizar recursos no propósito de obter vacinas, nomeadamente através do mecanismo Covax promovido pela OMS no sentido de garantir a equidade de acesso às vacinas contra a covid-19.

Durante esta declaração, o presidente moçambicano ainda prometeu o reforço da capacidade de atendimento hospitalar, o aumento de equipamentos de protecção individual para os profissionais de saúde bem como testes rápidos nas urgências.

De referir que de acordo com o ultimo balanço feito pelas autoridades sanitárias moçambicanas, o país registou esta sexta-feira 9 óbitos e 696 novos casos no espaço de 24 horas. Desde o surgimento dos primeiros casos em Março do ano passado, Moçambique registou um total de 436 mortos e de 43.184 infecções com o novo coronavírus.

 

 

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