Moçambique/ Direito

Caso Chang: investigador defende extradição de ex-ministro para Estados Unidos

Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, durante uma audiência, a 8 de Janeiro de 2019, no Tribunal de Kempton Park, na  África do Sul. Chang envolvido num escândalo de corrupção com prologamentos nos Estados Unidos, está detido na África do Sul,onde aguarda extradição para Moçambique ou para os Estados Unidos.
Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, durante uma audiência, a 8 de Janeiro de 2019, no Tribunal de Kempton Park, na África do Sul. Chang envolvido num escândalo de corrupção com prologamentos nos Estados Unidos, está detido na África do Sul,onde aguarda extradição para Moçambique ou para os Estados Unidos. Wikus DE WET / AFP

O académico e investigador moçambicano, Adriano Nuvunga, defende que o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, que se encontra detido na África do Sul por suspeita de envolvimento em mega caso de corrupção, deve ser extraditado para julgamento nos Estados Unidos. Uma posição contraria à das autoridades de justiça moçambicanas, num caso ainda sem desfecho.

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O académico e investigador moçambicano Adriano Nuvunga comenta a recente posição tomada e assumida pela Procuradoria-Geral da República de Moçambique que solicitou “celeridade” ao Tribunal Constitucional sul-africano na tramitação do caso Chang, que já se arrasta há mais de 2 anos. 

Segundo Nuvunga, o tribunal dos Estados Unidos é o mais adequado para assegurar que haja justiça.

"Como já o dissemos, em Moçambique, ainda que Manuel Chang tenha perdido todas as imunidades, acabará  simplesmente  por ser solto pelas autoridades judiciais", considerou o investigador moçambicano.

Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, encontra-se detido na África do Sul desde finais de 2019, e aguarda a decisão de extradição para Moçambique ou para os Estados Unidos da América.

Chang deverá ser julgado no caso das dívidas que lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.

A descoberta das dívidas contraídas a favor das empresas MAM, Proindicus e EMATUM levou, em 2016, à suspensão pelos parceiros internacionais de toda ajuda directa ao orçamento do Estado moçambicano. 

Ouça aqui a correspondência de Orfeu Lisboa em Maputo

Correspondência de Moçambique, 20/5/2021

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