Correios de Moçambique

Extinção da empresa pública Correios de Moçambique

Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, na Fórum Estados Unidos África, em Maputo a 19 de Junho de 2019.
Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, na Fórum Estados Unidos África, em Maputo a 19 de Junho de 2019. Lusa

O executivo moçambicano aprovou um decreto que extingue a empresa pública Correios de Moçambique, com vista à restruturação do sector empresarial do estatal.

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"Todas as empresas públicas ou participadas pelo Estado estão a ser visitadas. Desta vez foi a empresa Correios de Moçambique, uma vez que não se encontra na categoria de estratégica e estruturante para o governo", declarou o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, depois da sessão do Conselho de Ministros em Maputo.

Os serviços prestados pelos Correios de Moçambique vão passar a ser feitos pelo sector privado, mas a conclusão do processo está prevista para o fim do ano. Assim, a empresa é obrigada a continuar a operar até ao fim de 2021.

Este ano, os Correios de Moçambique acumularam 349 mil dólares de prejuízos, em resultado à pandemia da Covid-19.

Nos últimos tempos, a empresa atravessava um período mau, com as contas de 2019 a mostrarem que a companhia devia mais de 50 milhões de meticais  a funcionários.

O governo moçambicano decidiu extinguir ainda a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira e vender as acções na DOMUS - Sociedade de Gestão Imobiliária, entidade responsável pela gestão de um dos maiores prédios da capital moçambicana.

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