Moçambique/Economia

Patronato moçambicano pensa que não é momento para negociações salariais

Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. A referida associação que representa o patronato privado moçambicano, considerou no dia 28 de Junho de 2021 por intermédio do seu vice-presidente Vasco Manhiça, que o momento não é propício para negociações sobre o salário mínimo no país da África austral.
Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. A referida associação que representa o patronato privado moçambicano, considerou no dia 28 de Junho de 2021 por intermédio do seu vice-presidente Vasco Manhiça, que o momento não é propício para negociações sobre o salário mínimo no país da África austral. © https://www.facebook.com

Confederação das Associações Económicas de Moçambique afirma  que, no período actual as empresas do país não estão a altura de poder responder a eventuais reivindicações salariais no sector privado.

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique(CTA) considera que as empresas ainda não reúnem condições para a retoma das discussões sobre o salário mínimo. 

Esta é a posição defendida pelo sector privado, um ano depois da suspensão das negociações. 

Pelo facto de as razões, que levaram a esta decisão da suspensão das negociações sobre o salário minimo persistirem, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, através do seu vice-presidente, Vasco Manhiça, esclareceu que devido às  dificuldades da conjuntura actual, as condições não estão reunidas.

Segundo  Vasco Manhiça,"é impensável entrarmos num processo de negociação. Negociar nestas circunstancias é claramente igual a ir negociar com alguém que está em coma".

A posição do sector empresarial privado acontece numa altura em que, o custo de vida tem estado a registar um aumento assinalável em Moçambique.

De acordo com o vice-presidente da Confederação das Associações  Económicas de Moçambique, "neste momento está-se a procura da pequena migalha e  não há nenhuma empresa que neste momento está realmente a respirar de boa saúde".

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique, OTM-Central Sindical, considera que as partes, itso  é  o governo, o patronato e os sindicatos devem retomar a mesa de negociações. 

Ouça aqui a correspondência de Orfeu Lisboa:

Correspondência de Orfeu Lisboa do dia 28 de Junho de 2021

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