Moçambique

Oposição acusa Governo de não respeitar processo de desarmamento, desmobilização e reintegração

Imagem da assinatura do acordo de paz e reconciliação a 1 de Agosto de 2019.
Imagem da assinatura do acordo de paz e reconciliação a 1 de Agosto de 2019. AFP - STRINGER

O presidente da Renamo acusa o governo de não enquadrar os seus homens como prevê o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração, negociado à luz do Acordo de Paz Efectiva, assinado em 2019. Ossufo Momae queixou-se também de haver relaxamento por parte do grupo de contacto.

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Foi na cidade de Nampula, no Norte de Moçambique, que o presidente da maior força política na oposição no país lamentou o incumprimento de algumas clausulas do acordo de paz definitiva assinado com o Presidente da República, Filipe Nyusi, em Maputo, a 6 de Agosto de 2019. 

"O governo ainda não enquadrou o s combatentes que devem ser integrados na polícia da República de Moçambique. Os primeiros 10 oficiais que deviam estar afectos ao comando geral da polícia estão integrados nas esquadras e parece ficar claro que o Acordo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração está a passar para o segundo plano", lamentou Ossufo Momade, líder da Renamo.

Ossufo Momade lançou também críticas a outros intervenientes neste processo de paz definitiva como o grupo de contacto e o silencio das confissões religiosas e das organizações da sociedade civil .  

"O grupo de contacto parece entender ter feito o suficiente, o que propicia a fragilização do processo, o que pode encarnar consequências imprevisíveis", afirmou Momade.

Até ao momento, e de acordo com o presidente da Renamo, foram desmobilizados à luz do processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração, pouco mais de 2.000 mil dos 5.200 guerrilheiros previstos. 

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