Covid-19

Terceira vaga de covid-19 continua a afectar Moçambique e a Guiné Bissau

A terceira vaga da covid-19 ameaça o sistema de Saúde em, Maputo, Moçambique.
A terceira vaga da covid-19 ameaça o sistema de Saúde em, Maputo, Moçambique. © LUSA - LUÍSA NHANTUMBO

30 estabelecimentos comerciais em Moçambique perderam a licença devido ao desrespeito das regras anitárias e chegaram à Guiné Bissau 300 mil doses de vacinas contra a covid-19, numa altura em que os dois países combatem uma nova vaga do vírus.

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Em Moçambique, a Inspeção Nacional das Atividades Económicas (INAE) retirou as licenças a 30 estabelecimentos comerciais por violação das restricçoes implementadas no âmbito da luta contra a covid-19.

A cidade e província de Maputo é a area onde se regista o maior numero de atropelos às regras numa altura em que a terceira vaga da covid-19 está a afectar severamente o país, com uma média diária de 30 óbitos e mil novos casos de infecção por dia, o que faz com que Moçambique seja o pais com o maior número de casos na Africa Austral.

Avertino Barreto, epidemiologista e membro da Comissão Científica sobre a covid-19 em Moçambique, considera que esta situaçao resulta nomeadamente de uma falta de investimento na area da saúde no país.

"Isto podia ter sido evitado, se o investimento na saúde fosse sério", lamentou o epidemiologista, em declaraçoes recolhidas pela Agência Lusa.

Já a Guiné Bissau, recebeu ontem mais de 300 mil doses de vacinas contra a covid-19 por parte dos Estados Unidos.

No acto de recepçao das vacinas, ao agradecer este que é o primeiro contributo de peso da comunidade internacional na luta contra a covid-19 na Guiné-Bissau, a Alta Comissária da Guiné-Bissau para o combate à pandemia nao deixou de realçar que a falta de equidade no acesso às vacinas constitui um “escândalo universal”. 

"Vamos continuar a dizer que é um escândalo universal esta falta de equidade. Nós vimos os países ricos vacinarem as suas populações, a primeira e segunda dose, e só quando restaram as doses que tinham açambarcado é que nós, os países mais pobres, estamos a receber as vacinas", disse Magda Robalo, Alta Comissária da Guiné-Bissau para o combate à pandemia.

A representante das autoridades guineenses advertiu ainda que a terceira vaga da pandemia no país é “muito forte” e que as populações se devem proteger, nomeadamente através das vacinas recém-chegadas ao país.

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