Moçambique/Dívidas ocultas

Moçambique: Acusação e defesa esgrimem argumentos no início de julgamento

Sala em que decorreu o julgamento do caso das dí­vidas ocultas,  Maputo, Moçambique, 23 de agosto de 2021.
Sala em que decorreu o julgamento do caso das dí­vidas ocultas, Maputo, Moçambique, 23 de agosto de 2021. LUSA - LUCAS MENESES

Prossegue hoje pelo segundo dia o julgamento de 19 réus do caso das dívidas ocultas em Moçambique, considerado o maior escândalo de corrupção da história do país. O Ministério Público pede aos réus, sem excepção, uma indemnização de muitos milhões de dólares. 

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As dívidas ocultas para além de mancharem a imagem do país, lesaram o Estado moçambicano em pouco mais de 2.2 mil milhões de dólares numa acção criminosa do qual o Ministério Publico através da sua representantes Sheila Marrengula, pede agora que o governo moçambicano seja ressarcido pelos 19 réus do caso das dividas ocultas.

"2.9 biliões de dólares norte-americanos a que deve acrescer o valor de juros calculados a taxa legal desde a pratica dos factos até à execução de sentença."

Os advogados de defesa contestam o pedido: Isálcio Mahanjane, advogado de defesa de Ndambi Guebuza, filho mais velho do antigo chefe de Estado moçambicano, promete luta até ao fim.

"Há sinais de que isto já está decidido não é ? E é só para cumprir com uma formalidade, mas isso não nos impede de bater de pedra e cal para que se cumpra a lei."

Depois do adiamento da audição do julgamento verificado ontem, o juiz do caso, Efigénio Baptista está a ouvir Cristóvão Mutota oficial do Serviço de Inteligência e segurança do Estado num dia em que será também ouvido o intermediário, Teófilo Nhangumele.

Ouça aqui a reportagem do nosso correspondente Orfeu Lisboa em Maputo.

Correspondência de Orfeu Lisboa, 24/8/2021

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