Moçambique

Moçambique: Ministro dos Combatentes nega perseguição aos antigos combatentes

Combatentes da Renamo, em Novembro de 2012, na Gorongosa, no centro de Moçambique. Imagem de Arquivo.
Combatentes da Renamo, em Novembro de 2012, na Gorongosa, no centro de Moçambique. Imagem de Arquivo. © AFP PHOTO / JINTY JACKSON

Não há registo de antigos combatentes de luta de libertação nacional que estejam a ser perseguidos. Posição assumida pelo ministro dos Combatentes de Moçambique, Carlos Silia, em reacção às declarações do filho do antigo chefe de estado moçambicano em sede do julgamento, onde é acusado de ter recebido oito milhões e meio de euros da Privinvest em forma de luvas.

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O Ministro dos Combatentes veio publicamente negar que os antigos combatentes estão a ser alvo de perseguição como avançou Ndambi Guebuza filho do antigo chefe de estado moçambicano, acusado pelo ministério publico de ter recebido do grupo Privinvest, oito milhões e meio de dólares em forma de luvas no negócio que lesou o estado moçambicano em 2.2 mil milhões de dólares.

Nós não temos nenhum registo de que os combatentes estão sendo perseguidos. é um dado que nós também ouvimos, não sabemos mas a pessoa que falou, há-se justificar que tipo de perseguição mas que o governo tenha registado, até aqui, nós não sabemos”, afirmou o Ministro dos Combatentes.

Carlos Silia anunciou por outro lado que os veteranos da luta de libertação nacional estão abertos a contribuir para o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.

É uma missão de momento e os combatentes estão prontos para dar a sua contribuição. Não são palavras ocas”, concluiu o Ministro dos Combatentes.

Entretanto, as forças conjuntas de Moçambique e do Ruanda anunciam avanços no combate aos terroristas em vários distritos da província de Cabo Delgado.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

 

Correspondência de Moçambique 04-09-2021

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