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Moçambique

Jornalista assassinado em Maputo

O jornalista foi baleado 4 vezes em plena rua.
O jornalista foi baleado 4 vezes em plena rua. AFP/ Pedro Rey
10 min

A polícia está a investigar o assassínio do jornalista Paulo Machava, baleado quando fazia a sua habitual caminhada matinal no centro da capital. O jornalista passou pelos semanários Savana e Zambeze, era actualmente director do jornal electrónico "Diário de Notícias" e ficou conhecido na Rádio Moçambique com o programa "Onda matinal" sobre casos de polícia.  

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De acordo com as informações que a polícia conseguiu recolher até ao momento, o jornalista foi baleado 4 vezes na Avenida Agostinho Neto, por indivíduos armados a bordo de uma viatura, que nem sequer parou segundo testemunhas, e se puseram em fuga.

Arnaldo Chefo, porta-voz da polícia, indicou à comunicação social que o caso está a ser investigado.

Arnaldo Chefo em declarações recolhidas pelo nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa

Este caso que é o último de uma série de homicídios de figuras públicas ainda por resolver, como por exemplo a morte do constitucionalista Gilles Cistac no passado mês de Março, o que não deixou de suscitar reacções. A Comissão Moçambicana dos Direitos Humanos considera que os assassínios impunes ameaçam o estado de direito no país e por seu turno, a terceira força política de Moçambique, o MDM, interpretou o sucedido como sendo um acto de intimidação à liberdade de imprensa.

Salomão Moyana, jornalista e editor do semanário Savana,  não acredita que este crime esteja ligado à actividade jornalística de Paulo Machava mas considera que "a ameaça é transversal, uma vez que foi um jornalista que foi morto, é um jornalista de gabarito, que teve uma carreira muito boa ao longo de vários anos, Paulo Machava é jornalista desde 1977...mas o motivo da sua morte pode não ser o jornalismo, era bom que a investigação fosse um pouco mais ampla e visse  outras áreas oinde ele eventualmente estivesse relacionado"

"Paulo Machava colaborava com a unidade hoteleira complexo Kaya Kwanga, pois era amigo do dono e era também um dos líderes de uma igreja evangélica".
 

Salomão Moyana, editor do semanário Savana

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