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Moçambique

Moçambique : Dhlakama confirma ataque à Renamo

Líder da Renamo, Afonso Dhlakama
Líder da Renamo, Afonso Dhlakama Gianluigi Guercia/AFP
Texto por: RFI
3 min

O líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, disse ter escapado, hoje e pela segunda vez, ileso a um novo ataque na província de Manica. Este é o segundo atentado que decorre no centro de Moçambique em apenas duas semanas.

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O ataque decorreu no final desta manhã na Estrada que faz a ligação em Chimoio e Beira, no distrito de Gondola, quando a comitiva da Renamo seguia para Nampula, descreveu o presidente do maior partido da oposição.

Afonso Dhlakama referiu que três guardas da Renamo foram feridos, mas segundo o relato do jornalista da agencia noticiosa portuguesa Lusa, que se deslocou até ao local, o ataque terá feito pelo menos nove mortes, entre os quais dois homens com uniformes da Renamo.

Este ataque acontece numa altura em que ainda estão a decorrer as investigações ao atentado do passado dia 12 de Setembro sobre o qual, ontem, o ministro da defesa, Salvador Mtumuke, se pronunciou negando qualquer envolvimento do exército moçambicano no ataque.

O porta-voz da Renamo, António Muchanga, descreve o que aconteceu "pelo meu conhecimento através de uma fonte anónima que dizia que o Presidente Dhlakama acabava de ser atacado na zona de Gondola quando saía de Manica em direcção à Beira, na Estrada Nacional 4. A fonte não sabia dizer mais nada. Tentei ligar para os meus colegas que andam com o Presidente e houve a confirmação de que, efectivamente, houve um ataque."

"Há feridos, mas não sei estimar em que circunstancias as pessoas foram feridas porque houve também perseguição. Tenho informações de que o líder não foi atingido e está fisicamente bem, mas moralmente constrangido. A conclusão a que estamos a chegar é que não há paz na agenda do senhor Filipe Jacinto Nyusi. ", disse o porta-voz da Renamo.

Porta-voz da Renamo, António Muchanga

Já o porta-voz da Frelimo, Damião José, nega que o ataque tenha sido perpetrado pelo exército e voltar a falar de simulação como aquando do ataque de 12 de Setembro; "a verdade é que estava a passar a comitiva do senhor Dhlakama. Quando passam algumas viaturas dessa comitiva chegaram outras da mesma comitiva que pararam, meteram-se no mato e começaram a disparar. É esta a informação que nós estamos a obter a partir de testemunhas no local."

O ataque aconteceu no final desta manhã, sexta-feira dia 25 de Setembro, descreve o porta-voz da Frelimo, no poder, "na zona próxima do município de Chimoio. A haver algum ataque seria algo impensável protagonizar um ataque, um atentado contra o senhor Dhlakama numa zona como aquelas."

"Tudo indica, até prova em contrário, que é mais uma encenação da Renamo com a mesma intenção da vez passada. Precisamos de ter mais alguns elementos; é que nessa altura passou um autocarro que levava algumas pessoas e, provavelmente, poderá ter havido algumas vítimas" referiu ainda Damião José.

Porta-voz da Frelimo, Damião José

No passado dia 12 de Setembro, o líder do movimento de perdiz foi alvo de uma "emboscada" quando a sua comitiva regressava de um comício em Macossa e se dirigia para Chimoio, capital de Manica, no centro do país.

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