Acesso ao principal conteúdo
Moçambique

Moçambique: Teatro e RM de luto

Teatro Avenida em Maputo, co-dirigido por Manuela Soeiro e Henning Mankel
Teatro Avenida em Maputo, co-dirigido por Manuela Soeiro e Henning Mankel Wikipedia
9 min

Faleceu esta madrugada na Suécia o escritor Henning Mankel, que no final dos anos 80 se instalou em Maputo onde durante quase 30 anos foi co-director artístico do Teatro Avenida, faleceu igualmente ontem em Maputo o jornalista da Rádio Moçambique Emílio Manhique.

Publicidade

Faleceu esta madrugada em Gotemburgo, no sudoeste da Suécia, o escritor e dramaturgo Henning Mankel, com 67 anos de idade a quem tinha sido diagnosticado um cancro em 2014.

Autor de mais de 40 obras, traduzidas para 40 línguas e vendidas a mais de 40 milhões de exemplares em mais de 100 países, Henning Mankel que é um dos principais nomes do romance policial nórdico, criou o personagem do inspector de polícia Kurt Wallander (12 romances policiais), interpretado por Kenneth Brannagh na famosa série televisiva "Wallander", produzida pela BBC.

Henning Mankel passou mais de metade da sua vida em África, com destaque para Moçambique, onde se instalou no final dos anos 80 e co-assumiu com Manuela Soeiro a direcção artística do Teatro Avenida e do grupo Mutumbela Gogo, que esta criou em Maputo em 1986.

Em comunicado, a editora Leopard por ele fundada em 2001 destaca que "a solidariedade com os mais fracos e os oprimidos atravessa toda a sua obra como um fio vermelho".

Henning Mankel era casado com Eva Bergman, de 70 anos, filha do grande cineasta sueco Ingmar Bergman, que nos deixou em 2006.

O escritor Mia Couto, que é também membro fundador da companhia de teatro Mutumbela Gogo, que adaptou vàrios escritos seus e que co-escreveu peças com Henning Mankel, recorda a sua "importância decisiva" para a evolução do teatro em Moçambique e admite "aprendi muito com ele...na procura do que é o sonho...ele sempre me incentivava vai ter com as pessoas, não procures a história, procura o sonho que está por trás da história...isso quase se transformou num método para mim".

Mia Couto

 

Emílio Manhique, entrou na Rádio Moçambique em 1980 como redactor-estagiário, desde 2002 ele era o editor e apresentador do Jornal da Manhã, espaço nobre de informação (entre as 6 e as 8 horas),  foi ele quem reportou a partir de Roma, a conclusão do Acordo Geral de Paz no dia 5 de Outubro de 1992, precisamente no dia em que se assinalaram os 23 anos sobre esta efeméride, o jornalista faleceu com 55 anos de idade.

Segundo a Rádio Moçambique no sábado (3/10) ele queixou-se de febre e o seu estado de saúde agravou-se durante o domingo, tendo acabado por falecer no caminho para o Hospital Central de Maputo.

O jornalista João de Sousa, antigo corrrespondente da RFI, que nos anos 80 estava na Direcção de Programas da Ràdio Moçambique, recorda o valor técnico-profissional de Emílio Manhique, mas admite que a sua defesa permanente do governo e da Frelimo lhe causou algumas inimizades.

Joao de Sousa

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.