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Moçambique

Portugal propõe ajuda para processo de paz em Moçambique

Marcelo Rebelo de Sousa e Filipe Nyusi em Maputo, a 4 de maio [nid:500556763]
Marcelo Rebelo de Sousa e Filipe Nyusi em Maputo, a 4 de maio [nid:500556763] Lusa
Texto por: RFI
2 min

O presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, que continua a sua visita oficial em Moçambique, declarou hoje que a ajuda financeira internacional foi só temporariamente suspensa. Também realçou a disponibilidade de Portugal para ajudar Moçambique num processo de paz.

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De visita a Moçambique, o chefe de estado português Marcelo Rebelo de Sousa tranquilizou hoje o seu auditório quanto às razões que levaram o grupo de doadores internacionais a suspenderem provisoriamente a ajuda financeira a Moçambique, realçando que se trata "não de uma paragem definitiva, mas de uma mera suspensão".

O Presidente português insistiu que "faz toda a diferença haver um 'não' da comunidade internacional que é duradouro e, por maioria de razão, definitivo, ou uma mera suspensão para efeitos de esclarecimento de situações".

Na conferência de imprensa conjunta, que marcou o final do encontro à porta fechada entre Marcelo Rebelo de Sousa e Filipe Nyusi, o estadista moçambicano estabeleceu uma relação entre as dívidas ocultas e a malária, apresentando-as ambas como doenças que matam no país.

O Presidente moçambicano concluíu a sua intervenção declarando que é preciso "desinfectar a casa" e retomar confiança nos doadores.

No encontro à porta fechada, a diplomacia económica bem como a disponibilidade de Portugal para ajudar Moçambique no restabelecimento da paz foram outros assuntos em debate.

Sobre o papel de Portugal neste processo, o presidente português esclareceu que "não é possível antecipar que tipo de ajuda. Os amigos devem estar sempre disponíveis para ajudar os seus amigos e só as circunstâncias dirão em concreto que tipo de ajuda, em que momento será necessário exercitá-la e qual é a forma de exercitação dessa ajuda".

Sobre a pacificação de Moçambique, Filipe Nyusi respondeu que "é preciso diálogo com Renamo antes da mediação internacional", destancando que, no centro do país, "os cidadãos não sabem se vão voltar às suas casas, quando saem de manhã " devido a acções dos homens armados da Renamo.

 

Confere aqui a correspondência de Orfeu Lisboa, de Maputo.

Correspondência de Orfeu Lisboa

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