Direitos Humanos

Dia internacional da menina

De acordo com a Rede Criança, o casamento precoce continua a dizer respeito a 48% das meninas em Moçambique
De acordo com a Rede Criança, o casamento precoce continua a dizer respeito a 48% das meninas em Moçambique Nações Unidas

Como todos os anos desde que foi instituído em 2012 pelas Nações Unidas, o 11 de Outubro, Dia Internacional da Menina, foi uma vez mais assinalado, esta tendo sido uma ocasião para sensibilizar a opinião pública mundial para os desafios que enfrentam as mais de mil milhões de meninas repartidas pelo globo.

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Colocada este ano sob o lema "Progresso das meninas = Progresso para um desenvolvimento sustentável", a comemoração desta jornada de consciencialização serviu igualmente para recordar o quanto os direitos das meninas são ignorados. De acordo com a ONG Save the Children, em cada 7 segundos, uma menina com menos 15 anos é forçada a casar-se geralmente com homens mais velhos, no Afeganistão, Iémen, na Índia e na Somália.

Neste quadro sombrio para as meninas, os países de África Lusófona não são excepção. Na Guiné-Bissau, apesar de existir um quadro legal proibindo a excisão, esta prática continua a existir. Em Angola, segundo dados oficiais, desde o começo do ano já se deram mais de 500 casos de violação sexual infantil. Em Moçambique, tal como na Somália ou na Índia, as questões dos casamentos forçados e das gravidezes precoces continuam a ser um desafio, embora Amélia Fernanda, directora executiva da ONG Rede Criança, considere que tem havido esforços para melhorar a situação das meninas naquele país.

Amélia Fernanda, directora executiva da Rede Criança em Moçambique

 

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