Moçambique

Moçambique nega existência de uma nova dívida

Ministro da economia de Moçambique, Adriano Maleiane, e o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário
Ministro da economia de Moçambique, Adriano Maleiane, e o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário Lusa

O ministro da economia e Finanças Adriano Maleiane negou a existência de uma nova dívida de 900 milhões de dólares contraída sem o aval do Parlamento.

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Informações dão conta da existência de uma nova dívida de 900 milhões de dólares contraída pelo Estado moçambicano sem o aval do parlamento, mas o ministro da economia e finanças Adriano Maleiane já veio negar esta notícia avançada pelo Africa Confidential, uma publicação com sede em Londres, que nos últimos dias ganha repercussão na imprensa independente nacional.

"Não há registo dessa dívida, portanto nós estamos tranquilos nessa perspectiva. Agora, alguém deve ter alguma base e nós o que fizemos foi procurar saber, mas até agora não sabemos; portanto até aqui do que nós fizemos no nosso trabalho essa dívida não existe", declarou o ministro moçambicano da economia e finanças.

De acordo com o artigo da revista Africa Confidential, o valor teria sido usado para pagar a intermediários da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, num negócio de compra de armas e blindados.

A ser confirmada a autenticidade da notícia, a existência desta dívida de 900 milhões de dólares junta-se a 1,4 mil milhões de dólares contraídas com garantias do estado por três empresas nomeadamente EMATUM, Proindicus e MAM como indica o nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

Correspondência de Maputo

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