MOÇAMBIQUE

Moçambique: Guebuza ouvido pela Comissão Parlamentar

Armando Guebuza, no poder de 2005 a 2015, evocou o sigilo na contracção da dívida em defesa da pátria, do povo moçambicano e, acima de tudo, do que considera ter sido uma decisão de um governo responsável.
Armando Guebuza, no poder de 2005 a 2015, evocou o sigilo na contracção da dívida em defesa da pátria, do povo moçambicano e, acima de tudo, do que considera ter sido uma decisão de um governo responsável. AFP

Sem rodeios, o antigo estadista moçambicano, ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia da República, afirmou que, se fosse hoje, agiria da mesma forma que há dois anos, altura em que ainda estava poder, relativamente às dívidas escondidas (estimadas em 2,2 mil milhões de dólares).

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Armando Guebuza, no poder de 2005 a 2015, evocou o sigilo na contracção da dívida em nome da defesa da pátria, do povo moçambicano e, acima de tudo, do que considera ter sido uma decisão de um governo responsável. 

Frontal face aos deputados que integram a comissão parlamentar, Armando Guebuza, cujas declarações constam do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito e que fazem manchete na imprensa moçambicana, defendeu que, na altura, era necessário defender a soberania nacional das Acções Armadas da Renamo (principal partido de oposição), a ameaça da pirataria nas águas nacionais e a protecção das actividades das empresas petrolíferas.

A audiência realizou-se à porta fechada. A comissão de inquérito da Assembleia da República vai agora reunir-se para deliberar o relatório final. A imprensa moçambicana diz que a CPI concluiu que houve violação constitucional na contratação das dívidas. 

Em baixo, confira a crónica do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

Crónica de Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo

 

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