Moçambique

Polícia acusa Renamo de ataques no centro de Moçambique

Tensão militar persiste em Moçambique.
Tensão militar persiste em Moçambique. JOHN WESSELS / AFP

A polícia moçambicana acusou a Renamo de ataques no centro de Moçambique. O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, acusou a Frelimo do impasse nas negociações.

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A polícia moçambicana acusou a Renamo de vários ataques no centro de Moçambique. De acordo com as autoridades, na segunda-feira, homens do braço armado da Renamo invadiram a cadeia de Inhazónia, na província de Manica, tendo permitido a fuga de 48 presos. A polícia também apontou o dedo à Renamo quanto ao roubo de medicamentos e equipamento médico num centro de saúde de Honde, na mesma madrugada. Além disso, as autoridades falam em um terceiro ataque contra a companhia agrária de Vanduzi, de onde foram levadas quatro motorizadas e instrumentos agrícolas.

A imprensa moçambicana relata, também, um ataque contra a secretaria de Mississi, na província de Niassa, e outro na região de Inhamitanga, contra um comboio da mineira brasileira Vale.

Entretanto, de acordo com a agência Lusa, um dirigente local e dois membros da Renamo foram raptados por desconhecidos, entre 4 e 9 de Dezembro, e continuam desaparecidos, na província de Manica, também no centro.

Hoje, em entrevista ao semanário Canal de Moçambique, o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, acusou a Frelimo, partido no poder, de ser responsável pelo impasse nas negociações por ter apresentado uma proposta de constituição de um grupo especializado sobre a questão da descentralização, que iria funcionar sem a presença dos mediadores internacionais. A Renamo exige governar em seis províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

Oiça aqui a reportagem do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

Orfeu Lisboa, Maputo

 

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