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"A forma digna de homenagear Dhalkama é chegar a uma paz efectiva"

Áudio 08:10
Enterro de Afonso Dhlakama na sua aldeia de Magunde, 10 de Maio de 2018.
Enterro de Afonso Dhlakama na sua aldeia de Magunde, 10 de Maio de 2018. ADRIEN BARBIER / AFP
11 min

A morte inesperada de Afonso Dhlakama, líder da Renamo, trouxe à ordem dia a questão da continuidade das negociações de paz em Moçambique.O líder do maior partido da oposição e o presidente do país, Filipe Nyusi, tinham em mãos as negociações directas, facto que chegou a levar Nyusi por mais que uma vez ao refugio de Dhlakana na Serra da Gorongosa.Nas cerimónias fúnebres que decorreram na cidade da Beira, Filipe Nyusi, presidente de Moçambique garantiu que a “construção da paz” vai continuar. A assistir aos discursos estavam, entre outros, embaixadores europeus e africanos residentes em Maputo, representantes da Comunidade de Sant’Egídio e o embaixador da Suíça em Moçambique, Mirko Manzoni, que é igualmente presidente do grupo de contacto para a paz no país. Mirko Manzoni sublinha que o momento é de “unidade nacional”.A Comunidade de Sant’Egídio, de Roma, em 1992, mediou o Acordo de Paz em Moçambique. Hoje, passados que estão mais de 25 anos desse acordo, Maria Chiara Turrini, representante da Comunidade de Sant’Egídio em Moçambique, defendeu que o diálogo deve sempre ser a base do processo de paz.No mesmo sentido, as declarações de Maria Amélia Paiva, embaixadora portuguesa em Moçambique, que sublinha que a paz efectiva é um objectivo comum que tem de ter por base o dialogo.A margem da cerimónia, a RFI ouviu igualmente Daviz Simango Presidente do Conselho Municipal da Beira e líder do MDM terceira força política do país. Para Daviz Simango os moçambicanos devem capitalizar a morte de Afonso Dhlakama para criar os pilares essenciais para uma paz definitiva e sublinha que o líder da Renamo colocou sempre o Moçambique à frente de tudo.Afonso Dhlakama morreu na quinta-feira passada, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde. Tinha 65 anos.Esta quarta-feira, no largo da estação ferroviária da cidade da Beira, cerca de 7 mil pessoas prestaram-lha a ultima homenagem. O corpo do líder da Renano seguiu para Mangunde, a sua terra natal, Mangunde, cerca de 300 quilómetros a sudoeste da Beira, onde ficará sepultado.O presidente da Renamo recebeu um funeral oficial ao abrigo do estatuto de líder da oposição.

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