Afeganistão/Militares

Tropas britânicas devem começar a sair do Afeganistão em 2011

O presidente afegão Hamid Karzaï durante conferência internacional de Cabul
O presidente afegão Hamid Karzaï durante conferência internacional de Cabul Reuters/Musadeq Sadeq/Pool

Primeiro-ministro britânico, David Cameron, e presidente norte-americano, Barack Obama, querem entregar o país a um governo afegão que seja capaz de assegurar sua própria segurança interna.

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Em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, o primeiro-ministro britânico David Cameron reforçou a possibilidade de repatriar os soldados britânicos no Afeganistão em meados de 2011, quando os Estados Unidos planejam começar a retirada das suas tropas. Em Washington, Cameron confirmou o que havia dito em entrevista à rede de televisão britânica BBC. O premiê afirmou que tanto ele quanto o presidente norte-americano Barack Obama julgam necessário entregar o país a um governo afegão que seja capaz de assegurar sua própria segurança, conforme projeto do presidente afegão Hamid Karzaï.

Esta decisão coincide com os crescentes níveis de desaprovação da intervenção militar no Afeganistão. Atualmente, 9.500 soldados britânicos fazem parte da Força Internacional de Assistência à Segurança, que contabiliza um total de 322 militares britânicos mortos no Afeganistão desde o começo da intervenção aliada em 2001.

Ainda nesta quarta-feira, Cameron entregou ao presidente Obama um convite da rainha Elizabeth II para que o norte-americano faça uma visita de Estado ao Reino Unido. A data para o encontro ainda não foi definida.

Para encerrar a visita aos Estados Unidos, o primeiro-ministro britânico vai à Nova York onde se reúne com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e participa de um jantar oferecido pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg.

Durante sua visita aos Estados Unidos, Cameron chegou a fazer declaraçes sobre assuntos polêmicos, como o desastre ambiental no Golfo do México envolvendo a petrolífera BP e a libertação do líbio Abdelbaset al Megrahi, condenado à prisão perpétua na Escócia por seu envolvimento no atentado de Lockerbie em 1988. Ele foi entregue pelo Reino Unido à Líbia no ano passado.

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