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Birmânia/Eleições

Militares anunciam eleições gerais na Birmânia

Than Shwe, o homem forte da junta militar na Birmânia.
Than Shwe, o homem forte da junta militar na Birmânia. Ishara S.Kodikara/AFP
2 min

A junta miliar que governa a Birmânia, também chamada de Mianmar, anunciou a realização de eleições gerais no país. O pleito foi marcado para o dia 7 de novembro. O anúncio põe fim a meses de especulação sobre o calendário das eleições, mas não convence a comunidade internacional.

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Ao todo, 40 partidos políticos se registraram junto à comissão eleitoral designada pela junta militar da Birmânia para participar das primeiras eleições do país dos últimos 20 anos. Mas apesar do anúncio da data do pleito, a comunidade internacional vê com desconfiança a iniciativa do governo.

Organizações de defesa dos direitos humanos acreditam que a eleição é um subterfúgio para que a junta militar reforce ainda mais seu poder, sob o disfarce de um governo civil.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha declaram que as eleições não terão validade se os militares proibirem os milhares de prisioneiros políticos de participarem da votação, entre eles a prêmio nobel da paz, Aung San Suu kyi, que cumpre pena de prisão domiciliar em sua casa da capital Rangun.

O partido de San Suu kyii, a Liga Nacional para a Democracia, venceu com folga esmagadora as eleições de 1990, mas o exército nunca deixou que ele assumisse o poder. O partido foi desmantelado e a líder da oposição, detida. Ela passou 15 dos últimos 21 anos de sua vida em detenção.

Segundo especialistas, sete dos partidos inscritos para o pleito são próximos dos militares, que conservarão o controle dos principais cargos do governo e ocuparão, em função da nova Constituição do país, 1/4 das cadeiras do Parlamento. 
 

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