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Filipinas/Sequestro

China exige mais segurança das Filipinas após a morte de turistas

Filipinos colocam velas e flores em homenagem às vítimas do sequestro em Manila.
Filipinos colocam velas e flores em homenagem às vítimas do sequestro em Manila. REUTERS
3 min

Polícia filipina reconhece erros em operação para libertar turistas chineses sequestrados por um ex-policial filipino, ontem, em Manila. Um nono refém atingido pelo sequestrador morreu hoje em decorrência dos ferimentos.

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Maria João Belchior, correspondente da RFI em Pequim

Depois do desfecho trágico do sequestro de um ônibus em Manila, a polícia das Filipinas reconhece que cometeu vários erros na tentativa de neutralizar o sequestrador. O ex-policial que deteve um grupo de quinze reféns por quase 12 horas foi morto pelos policiais. Mas, quando foi morto, Rolando Mendoza, já havia atirado em nove passageiros do ônibus de turistas de Hong Kong. Oito morreram no local e um outro refém baleado morreu hoje em um hospital na capital das Filipinas.

A ação policial desastrada provocou protestos na China tanto do governo quanto de familiares das vítimas. Como forma de protesto, mais de 30 políticos dos principais partidos em Hong Kong manifestaram-se à porta do consulado filipino. Chocados com a forma violenta como a negociação com o sequestrador terminou, os habitantes de Hong Kong culpam a polícia filipina por falta de técnica e preparação para lidar com uma questão tão grave.

A população da região administrativa especial chinesa saiu à rua nesta terça-feira em luto pelos turistas mortos no sequestro. A violência das imagens que foram transmitidas na televisão deixaram a nação chinesa em estado de choque. Entre as vítimas fatais, a mais jovem tinha 14 anos.

Donald Tsang, presidente do governo executivo de Hong Kong, disse estar desiludido com a atuação das forças de segurança filipinas. As doze horas de negociações acabaram numa tragédia. Para os familiares das vítimas não há razão que explique por que a polícia levou tanto tempo para intervir.

A China já providenciou um voo charter para trazer os mortos e seus familiares. O governo em Pequim exigiu uma investigação urgente ao governo filipino sobre a tragédia. As viagens de Hong Kong para Manila foram canceladas. Na internet, muitos chineses dizem que as Filipinas devem passar a ser consideradas destino de risco.

O governo central chinês exige que a partir de agora sejam tomadas mais medidas de segurança para os turistas e os cidadãos chineses que vivem nas Filipinas. Em Hong Kong vivem milhares de trabalhadores migrantes filipinos.

O governo filipino prometeu dar satisfações às autoridades de Pequim e de Hong Kong assim que a investigação sobre a tragédia esteja terminada.

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