Costa do MArfim/Crise Política

Nova onda de violência atinge a Costa do Marfim

Violentos confrontos opõem manifestantes pró- Bagbo e pró-Ouattara.
Violentos confrontos opõem manifestantes pró- Bagbo e pró-Ouattara. Reuters

Pelo menos 50 pessoas morreram esta semana em vários confrontos no país, que atravessa uma crise política desde as eleições presidenciais de dezembro passado. As forças de ordem teriam matado sete mulheres que manifestavam em favor de Alassane Ouattara, candidato vencedor do pleito, mas que ainda não pôde assumir a presidência.

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A cidade de Abidjan, capital econômica da Costa do Marfim, viveu mais um dia de violência nesta quinta-feira durante uma manifestação que reuniu centenas de pessoas que pediam a saída de Laurent Gbagbo do poder. Segundo testemunhas, pelo menos sete mulheres teriam sido mortas pelas forças de ordem durante o protesto. Cerca de 50 pessoas morreram em confrontos no país apenas na última semana.

O cenário político da Costa do Marfim continua indefinido desde novembro, quando o candidato Alassane Ouattara venceu as eleições, derrotando o então presidente Laurent Gbagbo. No entanto, o chefe de Estado se recusa a deixar o poder. A vitória de Ouattara foi reconhecida pela comissão eleitoral e validada pelas Nações Unidas, mas rejeitada pelo Conselho Constitucional dirigido por um pró-Gbagbo.

Vários protestos foram registrados logo após o pleito, e a violência voltou a tomar conta de diversas cidades do país desde meados de fevereiro. A situação preocupa a comunidade internacional e o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir nesta quinta-feira para discutir o assunto. O ONU calcula que 356 pessoas morreram desde o início dos protestos após as eleições.

 

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