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Iraque/Protestos

Milhares de iraquianos saem às ruas em protestos contra a corrupção e o desemprego

Em Basra, iraquianos protestam contra a corrupção, o desemprego e a incompetência do governo iraquiano.
Em Basra, iraquianos protestam contra a corrupção, o desemprego e a incompetência do governo iraquiano. Reuters
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Inspirados nas revoltas que sacodem o mundo árabe, milhares de iraquianos saíram hoje às ruas das principais cidades do país para protestar contra a corrupção, o desemprego e a incompetência do governo iraquiano em oferecer serviços públicos à população. As forças de segurança cercaram manifestantes em Bagdá e Basra, na região sudeste, onde a polícia utilizou jatos de água para dispersar cerca de 700 pessoas.

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Bagdá também tem sua praça Tahrir, a praça da Liberdade, como no Cairo, e nesta sexta-feira cerca de 2 mil pessoas tomaram o local para protestar contra a incompetência dos dirigentes iraquianos em combater a corrupção e oferecer melhores condições de vida à população. Outras manifestações aconteceram em Basra, Mossul, Nassíria, Garma e Fao.

Nos últimos dias, vários apelos a manifestações circularam no Iraque. Um deles, no Facebook, incitava os eleitores a demonstrar nas ruas a insatisfação com os parlamentares eleitos em março do ano passado. A atuação dos deputados é considerada decepcionante. Nos cartazes exibidos nas ruas liam-se frases como "Petróleo para o povo e não para os ladrões", "Maliki, mentiroso", em referência ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al Maliki ou "Aonde está o dinheiro do povo?". 

Como nas revoltas populares na Tunísia, no Egito e na Líbia, a maioria dos manifestantes é composta por homens. Em Bagdá, um médico ainda jovem, Mohamed Kalil, disse que basta olhar o estado das ruas para ver que tudo vai mal no Iraque. Outro manifestante, o escritor Ryad Abdullah, de 39 anos, disse que diariamente a liberdade dos iraquianos é confiscada pelos partidos religiosos.

A polícia tentou impedir os comícios proibindo a circulação de veículos no centro de Bagdá desde a meia- noite da sexta-feira. Mas os manifestantes driblaram o bloqueio e andaram quilômetros até chegar à praça Tahrir. Como aconteceu no grande protesto realizado na semana passada, as forças de segurança ergueram um muro para impedir que os manifestantes chegassem até a Zona Verde, o bairro ultrapoliciado de Bagdá, onde ficam as embaixadas e os prédios da administração pública. 

Em Basra, no sudeste, a polícia utilizou jatos d'água para dispersar os manifestantes. 

No dia 25 de janeiro, 16 pessoas morreram num protesto reprimido com violência no Iraque. Desta vez, as autoridades afirmam não haver mortos ou feridos.

 

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