Egito/ violência

Cristãos egípcios são alvo de violentos ataques

Vários cristãos coptas se reuniram nesta terça-feira no centro de Cairo para protestar contra a violência.
Vários cristãos coptas se reuniram nesta terça-feira no centro de Cairo para protestar contra a violência. Reuters

Pelo menos 10 pessoas morreram em confrontos entre muçulmanos e cristãos coptas (cristãos do Egito) na noite de terça-feira. Outras 110 pessoas ficaram feridas no tumulto, ocorrido na capital egípcia, Cairo.

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O balanço de vítimas foi informado hoje pelo chefe de Urgências do Ministério da Saúde, Chérif Zamel, que não divulgou a crença dos mortos. Zamel ainda disse que os violentos confrontos ocorreram no bairro de Moqattam, no leste do Cairo e onde vive uma comunidade copta, e nos bairros vizinhos de Citadelle e Sayyeda Aïcha.
Mais cedo, um padre havia indicado à agência de notícias AFP que seis coptas haviam morrido e 45 ficado feridos, todos atingidos por tiros. O padre Samaane Ibrahim afirmou que os corpos estavam na enfermaria da paróquia da comunidade.
Os desentendimentos se iniciaram depois que os habitantes de Moqattam saíram às ruas para protestar contra o incêndio de uma igreja, no sábado, no sul da capital. De acordo com o padre, os coptas foram “atacados por bandidos e salafistas armados”, que lançaram coquetéis molotov contra as casas e comércios do bairro.
O Exército egípcio, deslocado ao local para acalmar as tensões, disparou tiros ao alto para dispersar o tumulto. Nos últimos dias, milhares de coptas vêm realizando manifestações diante da rádio e a televisão estatais para protestar contra a violência física e moral que a comunidade vem sofrendo.
Os coptas representam de 6 a 10% da população no Egito. Na noite do Ano Novo, um atentado diante da igreja de Alexandria provocou a morte de 23 cristãos.
 

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