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Violência contra protestos cresce no Barein

Manama tem sido palco frequente de protestos no país.
Manama tem sido palco frequente de protestos no país. REUTERS/Caren Firouz

A repressão aos protestos pedindo uma monarquia constitucional no Barein está se tornando a cada dia mais violenta. Na cidade de Deih, a polícia teria aberto fogo contra centenas de manifestantes, com fuzis de caça, além de ter jogado bombas de gás lacrimogêneo. Ainda não há notícias sobre vítimas.

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Seis líderes da oposição, cinco personalidades xiitas e um militante de esquerda sunita foram presos. Entre os detidos, estão o secretário-geral do movimento, Hassan Machaimaa, e um defensor dos Direitos Humanos, Abdeljalil al-Singace.

Ontem, em Manama, já havia acontecido reação semelhante, causando a morte de cinco pessoas. Prevendo o aumento dos tumultos, na segunda-feira, o governo instalou estão de urgência por três meses.
As escolas, os bancos e o comércio permanecem fechados em Manama, onde tropas do governo estão posicionadas nos bairros que abrigam companhias internacionais. O cessar-fogo no centro da cidade está imposto de 20h às 4h.

As forças de segurança cercaram o principal hospital da cidade, apesar dos protestos da ONU, que afirma que a tomada de centros medicais é uma violação das leis internacionais. Os policiais também controlam as ruas que levam ao hospital e interrogam as pessoas que tentam ingressar no estabelecimento, mas não estariam impedindo a entrada de ninguém, de acordo com a agência AFP. Organizações humanitárias alertam que os médicos que tentam socorrer feridos nas ruas estão sendo agredidos pela polícia.

Ao sul da capital, em Sitra, feridos por confrontos com apoiadores do governo não teriam conseguido atendimento médico porque as estradas estavam bloqueadas pela polícia. A crise no atendimento já provocou o pedido de demissão do ministro da Saúde do Barein, Nizar Baharna.

A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, denunciou, em Genebra, o bloqueio dos hospitais, « cometido em violação flagrante das leis internacionais ». Pillay também se disse preocupada com o aumento da violência no país árabe.

Protestos continuam no Iêmen
Também no Iêmen, milhares de pessoas continuam acampadas na capital, Sanaa, para pedir a partida do presidente Ali Abdallah Saleh. Confrontos entre manifestantes e a polícia deixaram cinco feridos. A oposição denuncia a violência da repressão aos protestos, que, segundo ela, é realizada com balas reais e gases tóxicos proibidos.
 

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