Japão/nuclear

Agência japonesa eleva nível de gravidade em acidente nuclear

Caminhões-cisterna preparam para invervir em Fukushima, no dia 18 março de 2011.
Caminhões-cisterna preparam para invervir em Fukushima, no dia 18 março de 2011. Reuters/Kyodo

O primeiro-ministro japonês Naoto Kan afirmou, entretanto, que o Japão iria retomar o controle da situação. Dezenas de soldados e bombeiros continuam se expondo à radiação para tentar resfriar os reatores da central nuclear de Fukushima.

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O primeiro-ministro japonês Naoto Kan afirmou nesta sexta-feira que o Japão que o Estado iria retomar o o controle da situação na central nuclear de Fukuhisma. ‘Estamos em situação de crise que coloca à prova nossa povo. O Japão se reconstruiu milagrosamente depois da guerra. Kan reconheceu que ainda havia ‘grandes dificuldades’ em relação à usina nuclear de Fukushima. Com o apoio de todos, vamos novamente reconstruir o país’, declarou Kan, durante um discurso na TV nesta sexta-feira, uma semana depois do terremoto que devastou uma parte do país.

Nesta sexta-feira, foi registrado um alto de radiação num raio de 30 quilômetros da usina. A agência de segurança nuclear do Japão elevou o nível de gravidade do acidente em quatro dos seis reatores de 4 para 5, em uma escala que vai até 7. Nesta segunda-feira, o conselho da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) se reúne para analisar o relatório do diretor da agência, Yukiya Amano, que está no Japão para discutir com as autoridades japonesas sobre o acidente, considerado o mais grave da história desde a tragédia de Thernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Várias equipes de soldados e bombeiros continuaram a despejar dezenas de toneladas de água com a ajuda de caminhões-cisterna na tentativa de esfriar os reatores 1,2 e 4 da central de Fukushima, onde a situação continua grave. As operações começaram nesta quinta-feira, com o objetivo de impedir as barras de combustível de entrar em fusão. No caso do reator 3, a estrutura externa foi destruída por uma explosão de hidrogêneo e piscina que estoca o combustível, situada fora do contaîner, também foi afetada.

Os técnicos da central tentam reestabeler a corrente elétrica da central, que ativa os circuitos da central de refrigeração. De acordo com a agência de segurança nuclear japonesa, os defeitos no sistema provocaram estragos no centro do reator, e partículas radioativas continuam a ser liberadas no meio-ambiente.O acidente foi provocado depois do terremoto de 9 na escala Richter, que já provocou segundo o governo, a morte de 6.911 pessoas. Mais de dez mil estão desaparecidos. Nesta sexta-feira, um minuto de silêncio foi feito em homenagem às vítimas do tremor, o mais violento em 140 anos.
 

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