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Líbia/Crise

Cúpula internacional em Paris decide ataque militar na Líbia

Um insurgente líbio, em Benghazi, aguarda a chegada das tropas de Kadhafi.
Um insurgente líbio, em Benghazi, aguarda a chegada das tropas de Kadhafi. AFP Foto/PATRICK BAZ
3 min

Neste sábado, em Paris, no Palácio presidencial do Eliseu, o presidente Nicolas Sarkozy reuniu a cúpula internacional para decidir o início de uma operação militar contra a Líbia, depois do ultimato lançado ao ditador Muammar Kadhafi, na noite desta sexta-feira, por França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e países árabes.

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Com a presença da secretária de Estado norte-americano, Hillary Clinton, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, entre outros altos dirigentes, a reunião começará  às 13h30 (horário local), 9h30 da manhã em Brasilia. Estarão presentes também o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a chanceler alemã Angela Merkel, cujo país, a exemplo do Brasil, se absteve do voto no Conselho de Segurança da ONU que abriu caminho para o recurso à força.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, a chanceler do bloco, Catherine Ashton e o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, também estarão na mesa de discussões, cujo objetivo é associar os países arabes e africanos aos ocidentais na tomada de decisão.

Resolução 1973

A presidência francesa afirma que a resolução 1973, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, impõe obrigações claras. Em comunicado, França indica que Kadhafi deve parar de avançar com suas tropas para Benghazi e se retirar das cidades reconquistadas de Adjdabiyah, Misrata e Zawiyah. O abastecimento de água, eletricidade e gás deve ser restabelecido em todas as zonas e a população líbia deve receber ajuda humanitária, conclui o texto divulgado nesta noite.

A resolução 1973 é uma resposta ao apelo da Liga Árabe para a instauração de uma zona de exclusão aérea. No entanto, o texto acrescenta que é possivel um recurso "a todos os meios necessários para proteger o povo líbio", ou seja, é possivel atacar militarmente.

Na cúpula deste sábado, os participantes pretendem analisar as declarações feitas pelo regime da Kadhafi sobre o cessar-fogo. Os dirigentes também devem discutir o papel da OTAN, em apoio a uma coalizão dirigida pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha.

Desmentido

Em coletiva de imprensa, na noite de sexta-feira, o vice-chanceler da Líbia, Khaled Kaaim, desmentiu que as forças do ditador Muammar Kadhafi estejam prestes a atacar Benghazi, berço da rebelião. Os opositores fizeram um apelo para todos os insurgentes defenderem a entrada oeste da cidade.

 

 

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