Líbia/ONU

França anuncia início de ataques contra a Líbia nas "próximas horas"

Os membros do Conselho de Segurança, reunidos na sede da ONU em Nova York.
Os membros do Conselho de Segurança, reunidos na sede da ONU em Nova York. REUTERS/Jessica Rinaldi

O porta-voz do governo francês, François Baroin, declarou na manhã desta sexta-feira que a ofensiva aérea na Líbia vai começar nesta sexta-feira, um dia após o sinal verde dado pelo Conselho de Segurança da ONU para um intervenção militar no país. "Os ataques vão acontecer rapidamente", afirmou Baroin, "dentro de algumas horas", disse  o porta-voz  confirmando que o objetivo é derrubar o regime do ditador Muammar Kadafi.

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Após um mês de insurreição na Líbia, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido estão prestes a lançar uma intervenção militar para impedir novos massacres contra os civis que tentam derrubar o regime do coronel Muammar Kadafi.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na noite desta quinta-feira uma resolução autorizando todas as medidas necessárias para proteger a população e impor um cessar-fogo às forças de Kadafi.

Os presidentes Barack Obama, Nicolas Sarkozy e o premiê David Cameron conversaram durante a noite por telefone para coordenar as ações dessa coalizão internacional de intervenção na Líbia, que não será liderada pela OTAN. O número de países participantes ainda não está definido. Os Estados Unidos negociam o apoio de cinco países árabes. O Catar confirmou oficialmente sua participação.

Os Emirados Árabes Unidos também estariam dispostos a intervir. A Liga Árabe já havia se posicionado na semana passada de forma favorável a uma intervenção na Líbia para proteger os civis. Neste fim de semana, representantes europeus, da União Africana e da Liga Árabe vão se reunir em Paris para discutir o conflito na Líbia.

Sem medo

Seïf al-Islam Kadhafi, filho do ditador líbio, declarou não estar com medo do ataque autorizado pela ONU.

Os combates entre as forças leais ao regime e os insurgentes seguem intensos em Misrata, a leste de Trípoli. Pelo menos 22 rebeldes morreram nas últimas horas. As forças de Kadafi bombardeiam a cidade de 300 mil habitantes com armas pesadas, segundo testemunhas.

Em Benghazi, sede da oposição líbia e último reduto ainda controlado pelos insurgentes, a resolução da ONU foi recebida com alegria pelos opositores. Ouviram-se disparos e gritos de emoção de centenas de pessoas que estavam reunidas em uma praça no centro da cidade.

Muitos moradores de Benghazi fugiram da cidade nos últimos dias, com medo do banho de sangue prometido pelo ditador.

 

 

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