Violência/ Iêmen

Presidente do Iêmen promete deixar o cargo até janeiro de 2012

O presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, começa a dar sinais de enfraquecimento face às revoltas populares.
O presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, começa a dar sinais de enfraquecimento face às revoltas populares. Reuters

A revolta popular no Iêmen ganha força, apesar da repressão do regime do presidente Ali Abdallah Saleh. Cada vez mais isolado, Saleh prometeu deixar o cargo até janeiro de 2012, afirmou seu porta-voz, Ahmed Soufi. Segundo ele, o presidente não quer deixar o poder sem antes saber quem irá sucedê-lo.

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O plano de Saleh é passar o cargo através de eleições legislativas e a formação de insituições democráticas até o final deste ano. A proposta do presidente, que governa o Iêmen há 32 anos, não agradou a oposição, que exige sua renúncia imediata.

A repressão violenta contra seus opositores, que já deixou 52 mortos, contribui para isolar ainda mais o ditador. A situação de Salleh se tornou mais delicada depois que vários de seus colaboradores da esfera política, militar, tribal e diplomática romperam com ele.

Embaixadores do Iêmen em vários países pediram que Saleh se demita para evitar um banho de sangue. Mas o ditador resiste e nesta terça-feira alertou os que querem “tomar o poder através de um golpe de Estado” de que poderão enfrentar uma guerra civil no país. O presidente, um aliado estratégico dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo, pediu ontem ajuda da Arábia Saudita para mediar a crise. Entretanto, o governo saudita não parece disposto a se envolver com um regime que parece condenado.

De Moscou, onde está em visita oficial, o secretário americano da Defesa, Robert Gates, disse estar preocupado que a instabilidade política no Iêmen possa comprometer a luta contra o braço da rede terrorista Al Qaeda, que atua na penísula arábica.
 

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